Maduro diz que chavismo e oposição “são obrigados a fazer política em paz”

  • Por Agencia EFE
  • 22/02/2014 21h42

Caracas, 22 fev (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou neste sábado que todos em seu país são “obrigados a fazer política em paz” e convocou a aliança opositora a que suspenda os atos de violência política que nos últimos 10 dias deixaram 10 mortos.

“Somos venezuelanos e somos obrigados a fazer política em paz. Eu convoco oficialmente a aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) a se desligar definitivamente de grupos violentos, condenar a violência e desmobilizar esses grupos fascistas”, disse Maduro perante uma concentração de mulheres chavistas.

Em discurso após uma manifestação de seus seguidores em Caracas, o chefe de Estado exortou especificamente ao secretário-geral da MUD, Ramón Aveledo, e os governadores de Miranda, Henrique Capriles, e Lara, Henry Falcon, “os três principais chefes da oposição”, disse, a que se desvinculem desses atos.

O líder pediu que os opositores fizessem como ele, que recebeu denúncias de que “um grupo” ligado a sua gestão “havia exercido a violência” nos protestos contra seu governo e que ordenou as respectivas investigações e “apareceram duas pessoas aparentemente vinculadas ao chavismo com armas e estão presas”.

As armas na Venezuela devem ser, acrescentou, “para defender a pátria se algum dia for violada a soberania e a independência do país ou para conter ataques terroristas de grupos fascistas”.

Em uma manifestação paralela realizada hoje pela oposição, Capriles denunciou que, além da atuação de “grupos chavistas armados”, há contra as forças da ordem denúncias por 18 casos de torturas de detidos durante os protestos.

“Aqui não estão assinalados os excessos no momento de deter as pessoas e a repressão durante a dispersão das manifestações”, criticou Capriles, ao comentar que há mais de 500 denúncias por “repressão brutal”.

A Venezuela completa dez dias de manifestações contra o governo após uma manifestação pacífica de opositores e estudantes que no dia 12 acabou em atos de violência e um saldo de três mortos. EFE

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