Álvaro Dias minimiza Ibope em SP e diz procurar partidos pequenos para alianças

  • Por Estadão Conteúdo
  • 25/04/2018 14h28
Moreira Mariz/Agência SenadoPré-candidato à Presidência, senador Álvaro Dias (Pode-PR), aparece com 2% das intenções de voto em pesquisa divulgada pelo Ibope

O senador Álvaro Dias, pré-candidato do Podemos à Presidência da República, minimizou nesta quarta-feira, 25, o resultado da pesquisa Ibope com eleitores paulistas, na qual aparece com 2% das intenções de voto, independentemente do cenário. Segundo ele, as pesquisas neste momento têm pouca validade para predizer o andamento das eleições. Ele lembrou de casos como o do ex-presidente Collor (PTC) e do ex-prefeito João Doria (PSDB), que tinham patamares parecidos no mesmo período da atual pesquisa e venceram o pleito.

“Intenção de voto neste momento nada vale, porque é volúvel. O que há é repercussão do recall, os que estão mais visíveis aparecem melhor”, afirmou Dias após participar de um evento na capital paulista. “Então, não me preocupo com esses cenários porque, com toda a franqueza, eles não dizem nada neste momento.”

Segundo pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira, 24, pela TV Bandeirantes, Dias está no terceiro pelotão de pré-candidatos, que pontua entre 1% e 4%. Na liderança, está o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seguido de Jair Bolsonaro (PSL) e Geraldo Alckmin (PSDB).

Segundo o senador, que já descartou uma aliança com seu antigo partido, o PSDB, e disse considerar difícil uma união do chamado centro político, a busca por alianças se concentra em partidos pequenos e sem nome colocado na disputa nacional, como o PMN e o Patriotas.

Esse trabalho, no entanto, ficou a cargo da presidente do Podemos, deputada Renata Abreu (SP). Enquanto isso, ele trabalha para tornar sua candidatura mais conhecida. Hoje, o senador permanece em São Paulo, onde concede entrevista a duas TVs e tem reuniões com empresários.

Já a negociação do posto de vice em sua chapa “ainda não está na pauta” e aguarda momento mais adequado, ou seja, mais próximo das convenções partidárias, em junho e julho.