Nem decorativo nem dos “sonhos”, veja quem disse não ao cargo de vice

  • Por Diogo Patroni/Jovem Pan
  • 31/07/2018 15h00 - Atualizado em 31/07/2018 15h37
ReproduçãoCandidatos e pré-candidatos cada vez mais esbarram em dificuldades para encontrar um vice

O primeiro turno das Eleições 2018 acontece no dia 7 de outubro, mas, antes disso, os candidatos que pretendem disputar a corrida presidencial devem definir suas chapas no próximo dia 5 de agosto — o registro final das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se encerra no dia 15.

A oficialização das chapas segue como um dos momentos mais conturbados do pleito porque dos nove postulantes à presidência, apenas Guilherme Boulos (PSOL) já confirmou sua companheira de chapa, a indígena Sonia Guajajara.

E não foi por falta de procura. Jair Bolsonaro (PSL) e Geraldo Alckmin (PSDB) lideram a lista de “nãos” recebidos por pretendentes ao cargo de vice, com três negativas cada.  A Jovem Pan preparou uma lista de quem pulou fora da corrida presidencial e os seus motivos. Confira:

Quem disse não para Jair Bolsonaro

– Magno Malta (PR-ES)

O senador Magno Malta (PR-ES) chegou a ser chamado de “vice dos sonhos” por Bolsonaro. Para seduzir o integrante da bancada evangélica, o ex-capitão do Exército até mandou “cartinha de amor” ao parlamentar, mas o “flerte” não deu certo. Malta disse que irá se dedicar à releição como estratégia de aumentar ainda mais a bancada cristã no Congresso.

– General Augusto Heleno

Após tomar um “fora” de Magno Malta, Bolsonaro mirou sua artilharia para o general reformado Augusto Heleno, filiado ao PRP, porém, o partido alegou que a candidatura não seria “atraente” aos diretórios estaduais.

– Janaína Paschoal

Roque de Sá/Agência Senado

Uma das coautoras do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff interessa a Bolsonaro como forma de angariar votos do público feminino. Filiada ao PSL, Janaína até participou da Convenção Nacional do partido e foi alvo de uma “saia justa” ao ser “homenageada”. A jurista declarou recentemente que os interesses pessoais de Bolsonaro não devem estar acima dos interesses do Brasil e ainda não definiu se aceitará o convite.

Quem disse não a Geraldo Alckmin

– Josué Gomes (PR-MG)

O ex-governador de São Paulo oficializou a aliança com o chamado Centrão e chegou a “namorar” com Josué Gomes (PR-MG), filho do ex-vice presidente José Alencar. O empresário também não aceitou o convite por questões pessoais, mas ressaltou que trabalhará pela vitória do tucano.

Ana Amélia Lemos (PR-ES)

Após a recusa de Josué Gomes, o Centrão sugeriu a Alckmin o nome da senadora Ana Amélia Lemos (PR-RS). Em entrevista à Jovem Pan, a parlamentar revelou que não havia sido procurada formalmente, mas que também não aceitaria o cargo por conta da sua liberdade política.

Mendonça Filho (DEM-PE)

Wilson Dias/Agência Brasil

O ex-ministro da Educação e deputado, Mendonça Filho (DEM-PE) também apareceu entre candidatos a vice de Alckmin, mas, assim como a maioria, prefere priorizar sua candidatura ao Senado por seu Estado.

Quem disse não para Marina Silva

Marcos Palmeira

O ator sempre se mostrou ligado às causas ambientais e é filiado à Rede desde 2010. O global foi aclamado como uma solução caseira, porém rejeitou o posto por não ser “o momento”.

Roberto Freire (PPS-SP)

A pré-candidata da Rede ainda buscava uma possível coligação para aumentar seu tempo de TV. Marina Silva até convidou Roberto Freire (PPS). No entanto, o presidente do partido disse à época que seguia comprometido com Geraldo Alckmin.

Incógnitas

Ciro Gomes 

O pré-candidato do PDT também foi um dos que sondaram Josué Gomes e não obtiveram sucesso. O ex-governador do Ceará tem cada vez mais dificuldades para achar um vice. Por conta de algumas declarações, Ciro perdeu o apoio do Centrão e agora busca se consolidar com frentes de esquerda. Os pedetistas têm ensaiado uma aproximação com o PSB e um dos cotados para compor a chapa é o ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda. O problema é que o diretório nacional da sigla deve barrar a “coligação”. Sendo assim, o PDT deve sair com uma “chapa pura” encabeçada por Ciro e pela senadora Kátia Abreu (TO).

Henrique Meirelles

Até o próximo dia 2, o ex-ministro da Fazenda deve oficializar se segue ou não na disputa presidencial. Michel Temer manifestou publicamente seu apoio a Meirelles, mas até agora o pré-candidato não apontou nenhum nome para compor sua chapa.

Álvaro Dias

O senador do Podemos (PR) é mais um que corre contra o tempo para formalizar alianças. Segundo o parlamentar, o seu vice deve ser indicado pela coligação, porém ele declarou que gostaria de contar o jurista Miguel Reale Jr., coautor do pedido de impeachment de Dilma Rousseff. Dias é um dos dissidentes do PSDB e tem negado veemente que vá abrir mão de sua candidatura para se aliar a Alckmin.

Manuela D’Ávila

A ex-deputada federal pelo Rio Grande do Sul vai ratificar sua candidatura pelo PCdoB nesta quarta-feira (1º). Embora apontada como vice de Lula, Manuela D’Ávila defende uma composição para unir a esquerda, mas segue no isolamento do partido. Até o momento, a presidenciável não definiu um nome para integrar sua chapa.

Já o PT segue firme em sua ideia de lançar Lula e ainda não tem nenhuma definição quanto a sua chapa presidencial.

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