‘Não queria que me olhassem com pena’, desabafa Fernanda Motta sobre luta contra o câncer de mama

A modelo de 39 anos contou detalhes sobre a batalha contra a doença e incentivou a positividade e aceitação durante o tratamento: ‘A quimioterapia é uma aliada, não inimiga’

  • Por Jovem Pan
  • 01/11/2021 13h22 - Atualizado em 01/11/2021 13h40
Reprodução/Jovem PanFernanda Motta foi a convidada do programa Mulheres Positivas desta segunda-feira, 1

O programa Mulheres Positivas, da Jovem Pan, traz como convidada da apresentadora Fabi Saad nesta segunda-feira, 1, a modelo, apresentadora e atriz Fernanda Motta. Recém curada do câncer de mama, ela falou sobre como manteve sua agenda de trabalhos durante o tratamento. Para ela, manter-se ocupada foi essencial para lidar com a doença de forma positiva. “Não deixei a minha vida desandar, fiz tudo o que podia fazer na medida do possível. Fiz novela de peruca, 12 capítulos usando peruca… Demorei para contar porque queria passar a informação correta. Não sou do vitimismo, não queria que as pessoas me olhassem e ficassem com pena. Contei mais pra frente. Fiz tudo sem ninguém saber: quimioterapia na quinta, tomava remédios para preparar o estômago. Ficava um pouco debilitada, mas ia almoçar e fazia as minhas coisas. Dava carinho para o meu corpo. Sempre tive uma vida saudável, isso faz toda diferença.”

Mãe de Chloe, de 6 anos, Fernanda contou que fez de tudo para manter as cirurgias e sessões de terapia longe do conhecimento da filha que, na época, tinha 5. “Minha filha nem sabia que eu estava internada. Ela tinha 5 anos, era uma criança, muito pequena. Quando você deixa o ambiente da sua casa triste, é como se tivesse caído num buraco. Não gostava que ficassem tristes por minha causa”, desabafa. A modelo ainda disse que a energia contagiante e a felicidade da filha eram peças chaves para manter-se motivada e estável durante o tratamento. “Eu olhava pra minha filha. Se ela estava feliz, eu estava também, e isso me ajudava. Fiz questão que ela não soubesse os motivos, nunca dramatizei. Eu me sentia triste, tinha os meus momentos, mas era uma coisa em que ela não estava presente.”

Quando foi diagnosticada com câncer de mama, Fernanda ouviu de seu médico que tinha 95% de chance de cura. Isso aconteceu, pois a apresentadora fazia autoexames práticos recomendados para diagnósticos prévios, que buscam diminuir a fatalidade da doença. A atriz comentou que essa iniciativa foi essencial para passar pela doença de forma esperançosa. “Sempre fiz exame, descobri sozinha. Bato nessa tecla porque a gente se conhece. Quando faz o autoexame, na hora percebe algo fora do lugar e vai investigar. É muito importante no combate da doença. Se descobre precocemente, as chances de cura são grandes. Foi difícil, mas teve um final feliz. Foi um presente a possibilidade de lutar e vencer.”

Se pudesse dar um conselho para outras mulheres que enfrentam a doença, Fernanda incentiva que elas enxerguem os remédios e a quimioterapia como aliados, não empecilhos. Para ela, a fé também pode transformar a jornada contra o câncer. “As mulheres estão preocupadas com o que vai acontecer, o que vão sentir, perder o cabelo e a força dos remédios. A quimioterapia é sua aliada, não é sua inimiga. Aquele remédio está salvando a sua vida. Tem que pensar positivo. Pode chorar, ter sentimento, mas sempre tem que ter gratidão em ter encontrado a doença. Tem que encontrar precocemente. Quem procura acha, e quem acha precocemente tem a cura.”

Confira o programa Mulheres Positivas desta segunda-feira, 01, na íntegra: