Candidato da oposição, Pescarmona critica gestão Nobre e apresenta propostas

  • Por Jovem Pan
  • 07/11/2014 14h34
Candidato da oposição na eleição do Palmeiras

Candidato da oposição à presidência do Palmeiras, Wlademir Pescarmona foi o convidado do Esporte em Discussão desta sexta-feira (7) e falou sobre as eleições no clube alviverde. O adversário de Paulo Nobre fez críticas à atual gestão.

“A gente tem que começar com planejamento. Ele teve um ano tranquilo em 2013, com a Série B, e não se planejou para 2014. Foi mudança de técnico, as contratações. Ele contratou 37 jogadores. Temos somente três jogadores contratados por ele que estão jogando. Se você contrata 37 jogadores, fala em austeridade e tem uma folha de pagamento de R$ 10 milhões, não houve um planejamento adequado”, disse.

O candidato à presidência comentou suas propostas de campanha e frisou que a contratação de jogadores é um assunto bastante importante.

“Nossa proposta é contratar um profissional para avaliar as contratações, que tenha expertise em futebol. Se você tem um executivo, você não contrata o Victorino, que você sabe que vinha de lesão, o França, que tinha problema de indisciplina”, falou. “O professor Belluzzo montou um grupo de apoio com vários empresários para fazer trabalho de captação de recursos. Já temos um fundo de R$ 30 milhões para contratar jogadores. Precisamos montar um time forte, competitivo, e contratar mais oito, nove jogadores e não deixar o Valdivia sozinho. Isso que o Paulo Nobre ainda queria vender ele”, prosseguiu.

Ao ser perguntado sobre os problemas de administração na entidade máxima do futebol nacional, Wlademir Pescarmona preferiu não criar polêmica e só admitiu que o Palmeiras precisa se aproximar da CBF para voltar a ser influente. O candidato ainda comentou o calendário do futebol nacional.

“O calendário é uma coisa que tem que ser discutida e precisa fazer um trabalho de mudança. Em relação à CBF, eu gostaria de ter um bom relacionamento com eles. Não para ter benefícios, mas para você conseguir discutir coisas com eles. Não quero discutir a parte interna, pois isso não é um problema que me diz respeito, mas o Palmeiras atualmente não tem representatividade nenhuma lá”, pontuou.

Ao comentar sobre as pesquisas eleitorais, Wlademir apontou seus números. “Na pesquisa de agora, o Nobre tá com 36% e nós estamos com 28%. O que é bom é que 29% dos associados ainda estão indecisos. Aliás, tem vários sócios que não estão nem informados. O que nos incentiva é exatamente isso, com propostas que nós vamos discutir”, frisou.

Pescarmona disse que a ideia de contrato por produtividade é boa, mas que isso precisa ser acertado com a concorrência.

“A ideia (de contrato por produtividade) é boa, não é ruim, mas o problema é que você tem que avisar os outros. Se você não avisa os seus concorrentes, fica muito difícil. Hoje em dia, produtividade, pelo que a gente vê, é para jogador que já passou do ponto ou para jogador que ainda quer entrar no ponto. É muito difícil acontecer isso, a concorrência é grande e você acaba perdendo jogador. Vide Alan Kardec, que nós perdemos por mixaria, por absoluta falta de habilidade e inexperiência do presidente. Sem falar no Henrique, que teve uma briga. Com isso, perdemos os ídolos”, criticou.

“Há um conflito de interesses em ele ser o presidente e colocar dinheiro, pois quanto mais ele investe, mais ele tem a receber. Voltando ao fato de ele ter colocado esse dinheiro a nossa discussão é saber de onde foi, de que forma foi (investido). Não estou duvidando da honestidade dele, ele não precisa. Mas precisamos saber onde foi usado e até hoje a gente não tem isso. Por má gestão ou por não ter alavancado recursos, o que era obrigação dele, ele foi colocando dinheiro, o que é um comodismo. Ele perdeu o patrocínio da Caixa. O associado do Palmeiras tem que saber que nós é que vamos pagar, e é um absurdo isso”, detonou.

Wlademir Pescarmona ainda aproveitou para elogiar os torcedores do Palmeiras e, é claro, o novo estádio.

“A primeira coisa é que a gente tem que enaltecer a torcida do Palmeiras, que tem apoiado até o fim”, falou. “A segunda coisa é que a Arena do Palmeiras é uma das mais lindas e importantes do mundo, então não tem nem comparação com aquela lá de Itaquera”, brincou, referindo-se à Arena Corinthians.