“Foi ação orquestrada”, diz Fernando Capez sobre atuação de Amarilla em 2013

  • Por Jovem Pan
  • 25/06/2015 16h36

Sheik leva cartão amarelo após reclamara de lance de mão na bola na partida de 2013

Sheik leva cartão amarelo após reclamara de lance de mão na bola na partida de 2013

Uma escuta de conversa entre Julio Grondona, então presidente da AFA, e Abnel Gnecco, representante argentino no comitê de árbitros da Conmebol divulgada no último domingo (21) indicam que a arbitragem de Carlos Amarilla, na partida entre Corinthians e Boca Juniors pelas oitavas de final da Libertadores 2013 pode ter sido manipulada.

Em entrevista exclusiva à Jovem Pan o deputado Fernando Capez discorre sobre a polêmica, e destaca que houve questões irregulares no jogo, porém não acredita que o árbitro paraguaio tenha recebido dinheiro na ocasião: “é uma troca de prestígio, de influência”.

Capez relembra que Amarilla era tido um árbitro impecável, que não errava, comparado ao italiano Pierluigi Collina. No fatídico Corinthians x Boca Juniors, porém, foram no mínimo quatro lances dignos de estranheza.

“Deixou de apitar o lance de mão na bola no ataque do Sheik, anulou o gol claramente em condições do Romarinho, e depois o do Paulinho, e ainda não marcou um pênalti escandaloso novamente com Emerson, que não tinha como não ver”, aponta.

A partida está sendo investigada, e o Corinthians já se manifestou, inclusive pedindo para o paraguaio nunca mais apite jogos do alvinegro. Segundo Capez, não se pode ignorar e dizer que não houve má fé. “Se colocar o vídeo e analisar o posicionamento do árbitro e do bandeira dá para ver que foi uma ação orquestrada. Foi uma vergonha”, reforça.

Fã de futebol, o deputado relembra outras partidas com erros de arbitragem que merecem atenção, como a final da Libertadores 2000, entre Palmeiras e Boca Juniors, e também o jogo decisivo de 2007, entre Boca Juniors e Grêmio.

“Um pênalti escandaloso para o Palmeiras, que selaria a vitória alviverde, não foi marcado, e em 2007 o Grêmio dominava, a partida ainda estava 0 a 0, e o primeiro gol do Boca estava flagrantemente impedido. Roubaram o Corinthians, roubaram o Palmeiras, roubaram o Grêmio e infelizmente fica por isso mesmo”, diz. 

Crítico, Capez destaca que manobras da justiça que alteram artificialmente o resultado das partidas devem ser investigadas, como a polêmica que acabou rebaixando a Portuguesa em 2013 e acabou esquecida. “Quando se mexe no futebol dessa maneira não mexe apenas com interesse econômico. É com paixão, credibilidade do futebol”, finaliza.