JBS afirma que Cabral “sugeriu” aquisição de empresa após deixar governo do Rio
A JBS afirmou que o ex-governador Sérgio Cabral apenas “sugeriu” para a empresa a aquisição da Frangos Rica, do Rio de Janeiro. O posicionamento da empresa foi enviado à Jovem Pan por meio de nota após o depoimento do executivo da empresa Gilberto Tomazoni, arrolado pela defesa do empresário Luiz Alexandre Igayara um dos sócios controladores da Frangos Rica, de que Cabral teria alegado “interesse do Estado na transação”.
Igayara é acusado de lavar dinheiro do esquema de corrupção liderado pelo ex-governador do Rio Sergio Cabral (PMDB).
As investigações mostraram que Cabral tentou intermediar a compra da Rica pela JBS, em 2014. O negócio já havia sido descartado pela empresa, uma vez que as partes não haviam entrado em consenso quanto ao valor que a Rica valia.
De acordo com a nota da JBS, a vez em que o ex-governador do Rio de Janeiro mencionou a oportunidade de aquisição da empresa foi depois de 2014, e ele não ocupava mais nenhum cargo público e a negociação não teve sequência por “razões comerciais”.
Segundo Tomazoni, Joesley Batista, presidente do conselho da empresa que foi afastado do cargo, “falou que parecia que a Rica estava em outro momento, que o ex-governador Cabral o procurou e disse que seria importante para o Rio de Janeiro desenvolver a atividade de frango.”
Confira abaixo a nota completa da JBS:
A JBS implementou nos últimos anos uma estratégia de aquisição de várias empresas. A Rica, maior processadora de frango do Rio de Janeiro, foi uma das empresas avaliadas. A análise ocorreu em duas ocasiões: em 2014, apresentada pela Winner International Bank, e em 2015, pela própria empresa. A Companhia decidiu não seguir adiante na aquisição por razões comerciais, após avaliação feita por seus executivos diretamente com a Rica. Posteriormente, a oportunidade do negócio também foi mencionada a Joesley Batista pelo ex-governador Sérgio Cabral, quando este já não ocupava nenhum cargo público. A negociação não prosperou pelas mesmas razões comerciais. O ex-governador não atuou como agente, intermediário ou corretor na negociação. Seu papel foi o de alguém que sugeriu uma empresa de seu estado como uma oportunidade de aquisição.
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