Por que o resgate de brasileira morta em trilha na Indonésia foi tão difícil?

Há muita neblina e instabilidade visual no local, o que provocou interrupções nos trabalhos para a busca do corpo de Juliana Marins; helicópteros e alpinistas estão ajudando

  • Por Jovem Pan
  • 24/06/2025 13h19 - Atualizado em 24/06/2025 13h27
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Resgatejulianamarins/Instagram A situação da turista brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que se acidentou durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, segue indefinida. família da jovem reclama da demora do governo indonésio, que administra o parque onde fica o vulcão

As buscas pela brasileira Juliana Marins, de 27 anos, duraram quatro dias, até que o corpo da jovem foi localizado nesta terça-feira (24), conforme informou a família nas redes sociais. A publicitária desapareceu após cair de um penhasco durante trilha no vulcão Monte Rinjani, na Indonésia, O incidente ocorreu na manhã de sábado, 21, pelo horário local (noite de sexta-feira, 20, pelo fuso do Brasil). Nas primeiras imagens coletadas por drone, era possível ver ela movimentando os membros superiores e inferiores. Já nesta segunda, 25, os registros mostravam a jovem imóvel.

Os motivos para a demora no resgate, segundo informações recebidas oficialmente pelo governo do Brasil, foram as condições climáticas. Há muita neblina e instabilidade visual no local, o que tem provocado interrupções nos trabalhos, que estão sendo feito com helicópteros e alpinistas experientes.

Principais dificuldades do resgate:

– condições climáticas: há muita neblina e instabilidade visual no local;

– solo arenoso e de fácil deslizamento.

Além disso, as características da região impõem desafio adicional, já que o Monte Rinjani é um vulcão em atividade. Desde a primeira mensagem da equipe conjunta de Busca e Salvamento sobre a localização de Juliana, emitida na segunda-feira, 23, ela deslizou pelo menos mais 150 metros penhasco abaixo. A família da jovem reclama da demora do governo indonésio, que administra o parque onde fica o vulcão, em realizar o resgate e aponta a falta de planejamento. O local exato em que ela está só foi descoberto na segunda-feira, dois dias após o seu desaparecimento, com a ajuda de drone térmico.

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A brasileira é natural de Niterói (RJ) e fazia um “mochilão” pela Ásia desde o fim de fevereiro. Ela ficou sem água, comida e agasalho. A trilha feita por ela levava até o cume do Monte Rinjani e é conhecida por sua beleza, mas também por seus desafios e riscos naturais.

*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Fernando Dias

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