Casa Branca confirma morte de suposto jihadista americano na Síria

  • Por Agencia EFE
  • 26/08/2014 22h22

Washington, 26 ago (EFE).- A Casa Branca confirmou nesta terça-feira a morte do cidadão americano Douglas McAuthur McCain na Síria, que, segundo meios de comunicação americanos, aparentemente estava combatendo junto ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

A porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Caitlin Hayden, constatou em um breve comunicado que McCain estava na Síria e “podemos confirmar sua morte”, sem especificar mais detalhes.

“Continuamos utilizando todas as ferramentas que possuímos para desarticular e dissuadir as pessoas que viajam ao exterior para unir-se à jihad violenta”, acrescentou.

Segundo a imprensa americana, McCain, de 33 anos e procedente de San Diego (Califórnia), morreu neste fim de semana enquanto lutava nas fileiras do Estado Islâmico em combates ocorridos em território sírio.

A porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, indicou que o governo está em contato com a família para facilitar a assistência consular necessária, mas se recusou a dar mais detalhes.

A emissora “NBC” teve acesso a fotografias do corpo de McCain, nas quais se podia ver uma tatuagem no pescoço, cuja autenticidade foi confirmada por um ativista vinculado ao Exército de Libertação Sírio, que também disse ao canal que, junto com o americano, morreram outros dois jihadistas estrangeiros.

A morte do jovem foi notificada à sua família ontem, segundo indicaram fontes oficiais citadas pela emissora, que acrescentaram que várias dúzias de cidadãos dos Estados Unidos se deslocaram à Síria para lutar junto com grupos radicais.

“A ameaça que mais nos preocupa é que combatentes como estes voltem aos Estados Unidos e cometam atentados terroristas”, comentaram as mesmas fontes.

Segundo sua própria conta no Twitter, McCain se converteu ao islã há dez anos.

“Me converti ao islã há 10 anos e tenho que dizer que com a ajuda de deus nunca vou olhar para trás. Foi a melhor coisa que me aconteceu”, escreveu.

Nesta rede social, McCain chegou a seguir perfis de outros jihadistas reconhecidos e retuitou uma tradução em inglês de um fragmento de um discurso do porta-voz do EI, Abu Mohammed al Adnani.

Calcula-se que centenas de cidadãos ocidentais se uniram às fileiras do EI, como o carrasco do jornalista James Foley, que já foi identificado como cidadão britânico. EFE