Cunhado de Henning diz que R.Unido poderia ter feito mais para salvá-lo

  • Por Agencia EFE
  • 04/10/2014 11h42

Londres, 4 out (EFE).- Colin Livesey, cunhado de Alan Henning, o refém britânico decapitado pelo Estado Islâmico (EI), disse neste sábado que o governo do Reino Unido “poderia ter feito mais” para salvá-lo.

Em declarações a “Radio 4” da emissora “BBC”, Livesey, irmão da esposa do voluntário assassinado, destacou que o Executivo de David Cameron deveria ter tomado mais medidas “quando souberam” que Henning tinha sido sequestrado na Síria, “há meses e meses”.

Livesey chamou os carrascos de seu cunhado de “escória” e expressou sua desolação por sua irmã e pelos filhos do voluntário assassinado.

“Estou sentindo um aperto no coração que nunca achei que sentiria. Estou destroçado pelo que passaram minha irmã e suas duas crianças, é muito duro”, declarou.

“Estamos todos muito tristes sabendo que perdemos uma grande pessoa em nossa família”, afirmou.

Sobre os militantes do EI que supostamente assassinaram seu parente, disse que “espero e rogo que recebam o que merecem, sinto um tremendo ódio em relação a eles”.

O grupo islamita radical divulgou ontem um vídeo que aparentemente mostra a decapitação de Henning, sequestrado em dezembro de 2013 na Síria quando trabalhava como voluntário em uma missão humanitária. O britânico é o quarto refém ocidental assassinado pelos jihadistas nesse país.

Cameron prometeu hoje usar “todos os recursos” a seu alcance para perseguir e punir os assassinos do voluntário britânico.

“O assassinato de Alan Henning foi absolutamente abominável”, disse hoje o primeiro-ministro, após manter uma reunião com representantes das forças de segurança do Estado.

“Como país, o que devemos fazer, com nossos aliados, é tudo o que for possível para derrotar esta organização nessa região (Oriente Médio) e também em casa”, opinou o chefe de governo do Reino Unido.

No vídeo de sua suposta decapitação, que está sendo verificado, Henning afirma que “pela decisão de nosso parlamento de atacar o Estado Islâmico, eu como britânico pago agora o preço por essa decisão”.

A Câmara dos Comuns aprovou no dia 26 de setembro, a pedido do governo, a participação do Reino Unido nos ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos contra posições do Estado Islâmico no Iraque.

Os extremistas sunitas, que tomaram parte do território da Síria e do Iraque, assassinaram os jornalistas americanos James Foley e Steven Sotloff e os voluntários britânicos David Haines e Alan Henning, enquanto mantêm em cativeiro o jornalista britânico John Cantlie e o americano Peter Kassing. EFE