Correias Mercúrio anuncia plano de expansão para a região Norte e Chile

  • Por Agencia EFE
  • 22/08/2015 00h39

São Paulo, 21 ago (EFE).- O grupo Correias Mercúrio, fabricante de correias transportadoras e correiras de cabo de aço, anunciou nesta sexta-feira que em 2016 inaugurará uma nova fábrica na região Norte do país e ressaltou o papel de seu novo escritório de Santiago, no Chile, dentro da estratégia comercial da companhia.

O presidente do grupo, Fausto Bigi, afirmou em entrevista à Agência Efe que a situação econômica do Brasil “sempre foi sinuosa”, o que faz com que o país sofra por dois tipos de crise: a de demanda e a de capacidade.

Com esta ideia em mente, Bigi disse que o momento de investir é “na parte baixa” da curva, porque é quando se pode ajustar melhor os projetos e, “quando a curva subir, será mais forte do que quando desceu”.

A empresa brasileira, que quase triplicou suas vendas nos últimos 10 anos, conta com clientes em mais de 40 segmentos produtivos do continente e tem um faturamento anual que por volta de R$ 300 milhões.

Bigi explicou à Efe que a nova fábrica em Marabá (PA) foi concebida para satisfazer a demanda de seus produtos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e que com este investimento a empresa prevê criar cerca de 200 novos postos de trabalho.

Apesar de seu principal nicho de mercado serem as mineradoras e siderúrgicas, o grupo também atende à crescente demanda da indústria agropecuária da região central do país.

“Uma fábrica lá (em Marabá) nos dá proximidade com nossos clientes”, ressaltou Bigi, que acrescentou que a construção desta fábrica permitirá reduzir os custos de transporte.

O grupo Mercúrio, que atende 40% da demanda do continente americano, decidiu há um tempos se instalar no Chile para apoiar sua linha de negócio nos países da região.

Bigi explicou que a escolha do Chile foi feita porque o país é seu segundo maior mercado depois do Brasil, principalmente pela importância de sua indústria mineira.

O mandatário do grupo acredita que o aumento da capacidade de produção e a redução dos custos na logística permitirão que a empresa experimente um aumento na demanda interna.

Esta medida pode ajudar o grupo empresarial a minimizar as consequências da crise que o Brasil atravessa, com o consumo em queda e um real que ao longo do ano desvalorizou mais de 30% em relação ao dólar, que chegou a romper a marca de R$ 3,5 reais e é cotado ao maior preço desde março de 2003.

Sobre a situação da economia brasileira, Bigi afirmou que é fundamental “não sacrificar o meio e o longo prazo em favor do curto”, e enfatizou que a empresa tem grandes esperanças na recuperação econômica do país”.

“Realmente achamos que vamos sair fortalecidos deste momento econômico”, concluiu Bigi. EFE