Diretor da IFI: reformas evitariam problemas mais sérios na dívida pública

  • Por Jovem Pan
  • 21/06/2017 15h48 - Atualizado em 29/06/2017 00h58
Felipe Salto

A arrecadação do governo mostrou uma queda no mês de maio, em números divulgados na última terça-feira (21). O que se percebe, é que há uma dificuldade de longo prazo na reestruturação das finanças, o que depende da reforma da Previdência, fora a PEC dos Gastos, que já foi aprovada, e também a questão do curto prazo, de como cumprir as metas.

Em entrevista exclusiva à Jovem Pan, Felipe Salto, economista e diretor executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, afirmou que o contexto econômico ainda é muito complicado, já que a recuperação do PIB e da atividade econômica é gradual.

O diretor da IFI ressaltou também recessão grande que o país passou em 2015 e 2016, quando a queda acumulada foi de algo em torno de 7,5%, o maior tombo da série histórica divulgada pelo IBGE. “Nesse contexto, é difícil a arrecadação recurperar com aquele vigor que seria necessário pra gente produzir resultados fiscais melhores com rapidez. Então, é preciso ter paciência”, disse.

“A aprovação das reformas, sobretudo da Previdência, é essencial pra evitar um cenário mais pessimista de insolvência, de problemas mais sérios na dívida pública. E é preciso ter claro que o peso da aprovação dessas mudanças estruturais no gasto público, sobretudo na Previdência, é importantíssimo pra isso”, completou Salto.

Confira no áudio acima a entrevista completa de Denise Campos de Toledo com o economista e diretor da IFI, Felipe Salto.