Economia recuou 0,2% no 1° trimestre, diz IBGE

Já na comparação com o mesmo período do ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,5%

  • Por Jovem Pan
  • 30/05/2019 09h07
Agência BrasilA economia brasileira recuou 0,2% no primeiro trimestre deste ano na comparação com os últimos três meses de 2018.

A economia brasileira recuou 0,2% no primeiro trimestre deste ano na comparação com os últimos três meses de 201, totalizando R$ 1,714 trilhão. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,5%.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse foi o primeiro resultado negativo nessa comparação desde o quarto trimestre de 2016, quando o indicador caiu 0,6%. Ele foi puxado pela agricultura, que caiu 0,5% e pela indústria, que recuou 0,7%. O setor de serviços teve alta de 0,2%.

Nas atividades industriais, a queda foi puxada pelas Indústrias Extrativas (-6,3%), Construção (-2,0%) e Indústrias de Transformação (-0,5%). Já a atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos cresceu 1,4%.

Nos Serviços, os resultados positivos vieram de Outros serviços (0,4%), Intermediação financeira e seguros(0,4%), Administração, saúde e educação pública (0,3%), Informação e comunicação (0,3%) e Atividades imobiliárias (0,2%). Já as quedas foram em Transporte, armazenagem e correio (-0,6%) e Comércio (-0,1%).

Resultado positivo

Quando confrontado com os meses de janeiro a março de 2018, o crescimento de 0,5% do PIB do primeiro trimestre de 2019 foi influenciado pela atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, que cresceu 4,7% — favorecida pela vigência da bandeira tarifária durante o primeiro trimestre de 2019.

O setor de serviços teve a maior alta do período, de 1,2%, puxado por Informação e comunicação (3,8%), Atividades Imobiliárias (3,0%) e Outras atividades de serviços (1,4%).

Os demais resultados positivos foram: Comércio (atacadista e varejista) (0,5%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,5%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (0,3%) e Transporte, armazenagem e correio (0,2%).

Nos resultados negativos, por outro lado, está a Indústria, que teve retração de 1,1%. A maior queda foi nas Indústrias Extrativas (-3,0%), puxada principalmente pelo recuo da extração de minérios ferrosos.

Houve queda também na Construção (-2,2%), a vigésima consecutiva da atividade, assim como na Indústria de Transformação teve retração (-1,7%), influenciada, principalmente, pela queda da fabricação de equipamentos de transportes; indústria farmacêutica; fabricação de máquinas e equipamentos e fabricação de produtos alimentícios.

A agricultura recuou 0,1%, com contribuições negativas do arroz (-10,6), soja (-4,4%) e fumo (-2,9%). A contribuição positiva foi do milho (12,6%).

No primeiro trimestre de 2019, a Despesa de Consumo das Famílias cresceu 1,3%. O resultado positivo se explica pelo bom comportamento do crédito para pessoa física e da massa salarial, além de taxa de juros mais baixas que as do primeiro trimestre de 2018.