EI assassina três homens que fotografaram seus quartéis no norte da Síria

  • Por Agencia EFE
  • 15/08/2015 13h18

Beirute, 15 ago (EFE).- O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) publicou neste sábado um vídeo na internet no qual é possível ver o assassinato de três homens acusados de fotografar seus quartéis na cidade de Al Raqqa, principal reduto dos jihadistas na Síria.

A gravação, de mais de oito minutos de duração e cuja autenticidade não pôde ser comprovada, começa com as supostas confissões de dois homens jovens e de outro de média idade, que contam que tiraram as fotos de bases do EI com câmeras ocultas em troca de dinheiro.

O homem de maior idade afirma que é o pai de Hammoud Moussa, fundador do grupo de ativistas “Al Raqqa está sendo massacrada em silêncio” e que vive na Turquia, desde onde denuncia os abusos cometidos pelo EI.

O filme acaba com o assassinato das três vítimas, após serem atingidas por disparos na cabeça feitos por três combatentes do EI mascarados.

Os três homens aparecem vestidos como macacões de cor laranja e atados aos troncos de árvores.

Em declarações à Agência Efe pela internet, um membro de “Al Raqqa está sendo massacrada em silêncio”, que se identificou como Abu Mohammed, confirmou que o homem que se identifica como Mohammed Moussa na gravação é o progenitor de Hammoud Moussa.

Abu Mohammed explicou que o assassinato aconteceu em 21 de junho, embora o vídeo tenha sido divulgado hoje.

O ativista acrescentou que os outros dois homens que aparecem na fita não são membros de sua organização, embora o EI os tenha acusado de pertencer a ela em uma tentativa de debilitá-la.

Em julho, dois ativistas de “Al Raqqa está sendo massacrada em silêncio” foram assassinados de forma similar.

O EI proclamou no final de junho de 2014 um califado na Síria e Iraque, onde aplica uma versão radical da “sharia” ou lei islâmica e aplica castigos brutais a que infringem suas normas. EFE