Hollande diz que França está “horrorizada” e prolonga estado de emergência após atentado

  • Por Jovem Pan
  • 14/07/2016 23h05
Presidente da França François Hollande

O presidente da França, François Hollande, fez um pronunciamento oficial após o atentado que matou pelo menos 80 pessoas em Nice anunciando medidas de segurança, além do prolongamento do estado de emergência no país, que se encerraria no próximo dia 23 de julho e será extendido por mais três meses.

“Eu decidi a partir de proposta do primeiro ministro que vamos manter o mais alto nível da Operação Sentinela. Igualmente eu decidi fazer apelo a reserva operacional. Ajudar os efetivos de policiais. E particulamente no controle das fronteiras. O estado de emergência que deveria ser encerrado no dia 23 de julho, será prolongado por três meses”, afirmou o presidente.

Hollande disse ainda que os ataques na cidade francesa não vão impedir que o país enfrente os terroristas e declarou que o país está “aflito” e “horrorizado” com os acontecimentos que, segundo o presidente, aconteceram no “dia da liberdade” da França.

“Nada nos fará ceder da nossa vontade de lutar contra o terrorismo e iremos mais uma vez reforçar nossas ações na Síria e no Iraque e continuaremos atacando aqueles que nos atacam em solo europeu. O Conselho de Defesa vai examinar todas as medidas que já tomamos e acabei de anunciar”, disse.

Entenda

Um caminhão atropelou uma multidão de pedestres que participavam das celebrações do Dia da Bastilha em Nice, no sul da França. O ataque aconteceu durante uma queima de fogos em uma avenida da cidade Promenade des Anglais. A administração regional de Alpes-Maritimes, da qual Nice é a capital, confirma a realização do atentado por atropelamento por volta de 22h45.

Segundo o jornal Le Figaro, ao menos 80 pessoas morreram, 100 ficaram feridas, sendo 16 delas em estado muito grave. Há relatos de troca de tiros entre os ocupantes do caminhão e a polícia. O Twitter oficial do Ministério do Interior informou que o motorista “foi neutralizado” e que as autoridades investigam se ele agiu sozinho ou contou com cúmplices.