Netanyahu diz que libertação dos reféns marca ‘início de uma nova era’ e comemora vitória na guerra contra Hamas

Premiê israelense destacou que, apesar do acordo de paz firmado com o grupo terrorista, a luta ainda não acabou

  • Por Jovem Pan
  • 12/10/2025 17h44 - Atualizado em 12/10/2025 18h26
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EFE/EPA/Ronen Zvulun / POOL O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu (centro), visita o local de um tiroteio em Jerusalém, em 8 de setembro de 2025. Pelo menos cinco pessoas morreram e várias outras ficaram feridas por tiros após um tiroteio na junção de Ramot, em Jerusalém, de acordo com o Magen David Adom (MDA), o serviço nacional de emergência de Israel. (Jerusalém) EFE/EPA/Ronen Zvulun / POOL Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que a libertação dos reféns marca uma nova era

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que a libertação dos reféns, prevista para a manhã de segunda-feira (13), no horário local, marcará o “início de uma nova era” para o país.  “Esta é uma noite emocionante. Uma noite de lágrimas. Uma noite de alegria, porque amanhã os filhos retornarão à sua terra natal. Amanhã marca o início de uma nova era – um caminho de cura, um caminho de reconstrução”, disse o premiê de Israel, que também declarou, neste domingo (12), em um discurso emocionado, que seu país alcançou “enormes vitórias” na guerra contra o Hamas em Gaza, embora tenha advertido que “a luta ainda não terminou”.

É “um acontecimento histórico em que se misturam a tristeza pela libertação dos assassinos com a alegria pelo retorno dos reféns”, afirmou o líder israelense em seu breve discurso, no qual expressou sua esperança de que, apesar das “inúmeras discordâncias” que persistem entre os israelenses, isso permita uma “união dos corações”.

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“Juntos, alcançamos enormes vitórias, vitórias que surpreenderam o mundo inteiro. E quero dizer a vocês: em todos os lugares onde lutamos, fomos vitoriosos, mas, ao mesmo tempo, devo dizer a vocês que a luta não acabou”, disse o primeiro-ministro em um discurso à nação.  Netanyahu falou na véspera do esperado retorno, na segunda-feira, dos reféns mantidos em cativeiro em Gaza desde o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023, que deu início ao conflito que devastou o território palestino.

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, Eyal Zamir, também reivindicou uma “vitória”, atribuída à “pressão militar” combinada com “medidas diplomáticas complementares”. Shosh Bedrosian, porta-voz de Netanyahu, informou mais cedo que a libertação dos reféns cativos na Faixa de Gaza deve ocorrer na manhã de segunda-feira.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fará na segunda-feira uma visita de algumas horas a Israel e depois copresidirá, junto com o presidente egípcio Abdel Fatah al-Sisi, a cúpula internacional pela paz em Gaza, no balneário de Sharm el-Sheikh, no Egito. O acordo de trégua entre Israel e o Hamas, que entrou em vigor na sexta-feira, prevê a troca dos últimos reféns israelenses que permanecem em Gaza — 20 ainda vivos e 28 mortos — por quase 2 mil palestinos presos em cadeias israelenses, entre eles 250 detidos “por motivos de segurança nacional”.

Os países mediadores do acordo de cessar-fogo em Gaza assinarão um documento como garantes durante a cúpula de segunda-feira no balneário egípcio de Sharm El-Sheikh. “Os signatários serão os garantes”, e esses países são “Estados Unidos, Egito, Catar e, provavelmente, Turquia”, declarou à AFP o diplomata informado sobre os preparativos da cúpula, que falou sob condição de anonimato. O Ministério das Relações Exteriores do Egito anunciou neste domingo que durante a cúpula — copresidida por Estados Unidos e Egito — será assinado o “documento que põe fim à guerra na Faixa de Gaza”.

*Com informações da AFP
Publicado por Sarah Paula

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