‘Queiroga consegue ser pior que Pazuello’, diz Alessandro Vieira

Parlamentar foi ao Twitter comentar a audiência pública do Ministério da Saúde sobre a vacinação contra a Covid-19 de crianças de 5 a 11 anos

  • Por Jovem Pan
  • 04/01/2022 17h10
Jefferson Rudy/Agência Senado À bancada, em pronunciamento, senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE Alessandro Vieira é o pré-candidato do Cidadania à Presidência da República

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), pré-candidato da legenda à Presidência da República, afirmou, nesta terça-feira, 4, que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, “consegue ser muito pior” que Eduardo Pazuello, general da ativa do Exército que o antecedeu o médico cardiologista no comando da pasta. A publicação foi feita em seu perfil no Twitter, pouco depois do encerramento da audiência pública sobre a vacinação contra a Covid-19 de crianças de 5 a 11 anos. “Esse ministro ridículo da Saúde já conseguiu ao menos um feito notável: ele consegue ser pior que o Pazuello”, diz o post. Parlamentar de primeiro mandato, Vieira foi suplente da CPI da Covid-19, que apurou ações e omissões do governo do presidente Jair Bolsonaro no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. Como a Jovem Pan mostrou em setembro do ano passado, Queiroga passou a ser chamado de “Pazuello de jaleco” por integrantes do Congresso Nacional. À época, o responsável pelo Ministério da Saúde havia suspendido a imunização de adolescentes de 12 a 17 anos de idade.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a aplicação da vacina da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos no dia 16 de dezembro, mas o governo Bolsonaro resistiu a dar início à campanha de vacinação do público infantil. No mesmo dia, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, em sua live semanal, que divulgaria o nome dos técnicos do órgão responsável pela decisão. “Eu pedi, extraoficialmente, o nome das pessoas que aprovaram a vacina para crianças a partir de cinco anos, queremos divulgar o nome dessas pessoas para que todo mundo tome conhecimento quem são essas pessoas e obviamente forme seu juízo”, disse. O chefe do Executivo federal também defendia a obrigatoriedade de prescrição médica para imunizar as crianças.