97% dos 50+ querem aprender coisas novas durante a aposentadoria, revela pesquisa

  • Por Jovem Pan
  • 06/01/2020 11h37

A melhora da qualidade de vida resultou no crescimento da expectativa de vida e, consequentemente, da longevidade dos brasileiros. Uma pesquisa revelou que idosos estão cada vez mais dispostos a passar pelo envelhecimento de forma ativa, com atividades física e trabalhando, mas a realidade é que o mercado de trabalho ainda não está pronto para lidar com essa demanda.  

De acordo com dados da segunda edição da Pesquisa da Longeratividade, resultado da parceria da Bradesco Seguros com o Instituto Locomotiva, 97% dos 50+ querem aprender coisas novas durante a aposentadoria. Em números, o levantamento demonstrou que apenas um terço dos brasileiros (cerca de 37%) está satisfeito com sua vida financeira e que a maioria acha que se aposentar não significa ficar em casa descansando. 

Por isso, é importante que o mercado de trabalho siga esse pensamento e também se abra para profissionais +50. 

Durante o XIV Fórum da Longevidade, realizado em São Paulo pela Bradesco Seguros, o norte-americano Tim Driver contou que o mercado está em processo de adaptação a esse novo público. Para acelerar esse processo, o empresário fundou a RetirementJobs, empresa especializada na empregabilidade de pessoas +50. 

Ele explica que é preciso investir na capacitação desse grupo e que o mercado tem respondido de maneira bastante positiva, mas que ainda é preciso mudar muita coisa. “Hoje, os setores que mais estão contratando profissionais mais velhos são os de enfermagem, saúde, ensino, varejo”, disse.

 

Envelhecer não é um problema! 

A filósofa Viviane Mosé acredita que a idade não é exatamente a cronológica, mas o tempo de vida do corpo. Ela entende que tem hoje, com 55 anos, o que a mãe tinha aos 30 anos.

A especialista destaca que envelhecer não deve ser encarado como um problema, mas como alegria pelo ganho de vida. “A velhice foi considerada um problema até ontem. Não pode mais ser considerada, porque estamos vivendo 80 e 90 anos. Isso tem que ser um ganho, um presente”, disse em entrevista exclusiva à Jovem Pan.

O Estatuto da Pessoa Idosa, instituído em 2003, prevê a garantia do acesso da população com mais de sessenta anos ao trabalho digno e adequado às condições.

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