Aprender outro idioma reduz os riscos de desenvolver Alzheimer

  • Por Jovem Pan
  • 18/12/2019 16h22
Bradesco Seguros

Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Vita-Salute San Raffaele, na Itália, demonstrou que pessoas bilíngues estão mais protegidas de doenças do cérebro, como o Alzheimer. Isso não significa que pessoas que dominam outros idiomas estejam livres da doença, mas que estão propensas a serem mais resistentes a seus sintomas e efeitos práticos. 

A teoria instigou pesquisadores e foi testada pela psicóloga Ellen Bialystok e sua equipe na York University, em Toronto. Na ocasião, os pesquisadores testaram cerca de 450 pacientes já diagnosticados com Alzheimer, em diferentes etapas do tratamento, divididos em dois grupos numericamente iguais: os bilíngues e aqueles que falavam apenas um idioma. 

Como resultado da pesquisa, Bialystok constatou que bilíngues tinham sido diagnosticados com a doença cerca de 4 anos depois daqueles pertencentes ao grupo dos não-bilíngues. Além disso, os sintomas começaram a manifestar-se nos bilíngues cerca de cinco anos mais tarde. 

Isso significa que um cérebro treinado em outro idioma é capaz de agir por mais tempo contra o Alzheimer. Em questões práticas, pessoas bilíngues diagnosticados com a doença tendem a ser mais resistentes no desenvolvimento da enfermidade. 

Durante o XIV Fórum da Longevidade, evento promovido pela Bradesco Seguros para discutir a importância do aprendizado no envelhecimento saudável, o Gerontólogo, Presidente do ILC Brasil e Consultor de Longevidade da Bradesco Seguros, Alexandre Kalache, destacou que acumular conhecimento é fundamental para ter uma vida próspera e saudável. 

“Você não estaria me entrevistando se eu tivesse parado de aprender quando acabei o meu curso médico há 49 anos, você não estaria me entrevistando”, disse em entrevista à Jovem Pan. “Todo mundo tem que aprender.”

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