Torre Eiffel mira o futuro ao inaugurar primeiro andar totalmente renovado

  • Por Agencia EFE
  • 06/10/2014 23h43

Paris, 6 out (EFE).- A Torre Eiffel inaugurou nesta segunda-feira seu primeiro andar totalmente renovado, protegido por um mirante e com o piso parcialmente de vidro, integrado por um pavilhão comercial e um espaço para exposições, um salão de congressos e acessos para pessoas incapacitadas, o que redimensiona este símbolo nacional que acaba de completar 125 anos.

Acompanhada pelos responsáveis da remodelação e parte dos descendentes de Gustave Eiffel, o arquiteto original do monumento, a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, inaugurou as instalações cujo resultado final, destacou, “supera inclusive o projeto inicial”.

O estúdio Moatti-Rivières, vencedor da concorrência, foi o responsável por realizar este “segundo rejuvenescimento” da torre. As obras começaram em maio de 2012 e em nenhum momento foi necessário fechá-la à visitação pública.

A 57 metros de altura, o novo andar, mais iluminado e atraente para os turistas, dedica um primeiro pavilhão a eles, com uma pequena área comercial, banheiros, serviços de restauração e uma sala onde é projetado um documentário que repassa a criação do monumento.

Em frente a este espaço, o antigo salão Gustave Eiffel foi demolido e transformado em um salão de congressos e conferências que, em homenagem ao famoso arquiteto, conservou o nome da estrutura.

Quatro painéis solares de dez metros quadrados abastecerão o andar com pelo menos metade de suas necessidades energéticas.

Vidros cobrem toda a superfície, o que permite aos turistas contemplarem a base da torre e as frequentes filas que fazem dele o monumento mais visitado do mundo, com sete milhões de pessoas por ano.

“A Dama de Ferro”, como foi apelidada pelos parisienses, ou a “formosa girafa”, para o poeta e cineasta Jean Cocteau, marca, segundo Hidalgo “a força patrimonial” da cidade, e sua reforma reflete a capacidade de Paris de se renovar “sem deteriorar sua história e seu passado”.

Paris, na opinião da política francesa, “é em certos aspectos um museu ao ar livre, mas um museu cheio de vida que se regenera continuamente”.

Em uma referência à família Eiffel, presente durante o discurso, Hidalgo declarou que seu criador, morto em 1923, “teria se alegrado em ver o monumento se transformar graças a arquitetos de talento”.

O estúdio Moatti-Rivières repensou a plataforma com o objetivo de “integrar o visitante” em um espaço que “apesar de ser o andar mais amplo da torre, era o menos visitado”, ressaltou à Agência Efe o principal responsável pelo projeto, Alain Moatti.

O arquiteto descreveu o novo nível como “um pequeno núcleo urbano suspenso sobre a cidade”, que se dispõe em torno de um vazio “semelhante à cratera de um vulcão” e que a partir de agora se abre para o olhar do visitante através dos vidros.

“Este projeto foi sobre reinventar o primeiro andar e o monumento, de torná-lo atraente não só para os turistas estrangeiros, mas também para os franceses”, declarou Moatti, aludindo ao desejo expressado por Hidalgo de atrair “aqueles que já conheciam a torre com um novo ponto de vista sobre um símbolo da França”. EFE

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