Zuma diz que reformou casa porque uma de suas mulheres foi estuprada no local

  • Por Agencia EFE
  • 05/05/2014 12h37

Johanesburgo, 5 mai (EFE).- O presidente sul-africano, Jacob Zuma, afirmou nesta segunda-feira que uma de suas esposas foi estuprada dentro de sua residência da cidade de Nkandla, para explicar as polêmicas reformas realizadas no complexo com dinheiro público e justificadas com necessidades de segurança.

“Devido a algumas questões, era preciso mais segurança. Minha casa foi queimada duas vezes e alguns criminosos entraram e estupraram a minha mulher quando eu ainda estava no governo provincial (da região oriental de Kwazulu-Natal, onde está Nkandla)”, explicou Zuma em uma coletiva de imprensa.

Zuma foi membro do governo regional de Kwazulu-Natal, de onde é, durante a segunda metade dos anos 90.

Em um relatório publicado em março, a Defensora do povo, Thuli Madonsela, cifrou em mais de 15 milhões de euros a despesa das obras, e pediu a Zuma que devolvesse ao Estado o dinheiro destinado a construir no complexo de Nkandla infraestruturas que não estão relacionadas à segurança.

Entre elas, o documento citava um estábulo para vacas, um galinheiro, uma piscina e um anfiteatro.

Em resposta ao “Relatório Madonsela”, o líder encarregou uma segunda análise da reforma à Unidade de Investigações Especiais (SIU), que já começou a investigar por possível conduta indevida 15 funcionários públicos.

Candidato à reeleição pelo governamental Congresso Nacional Africano (CNA) que lidera, Jacob Zuma é o favorito indiscutível nas eleições gerais que a África do Sul realiza nesta quarta-feira, apesar de escândalos como o de Nkandla poderiam diminuir o apoio de dois terços do eleitorado do CNA.

Zuma, de 72 anos, foi acusado de estupro em 2005, acusação da qual foi absolvido um ano mais tarde em um julgamento midiático.

Ferrenho seguidor da tradição zulu, o presidente sul-africano se divorciou duas vezes, está atualmente casado com quatro esposas e tem 21 filhos. EFE