2022 é um ano de guerra, e podemos chegar ao fim dele entre a cruz e a espada

Sergio Moro tem a seu favor o fato de ser honesto e de ter mandado corruptos para a prisão, mas precisa viabilizar sua candidatura, ou então ficaremos entre Lula e Bolsonaro

  • Por Álvaro Alves de Faria
  • 03/01/2022 12h28
Montagem sobre fotos: Estadão ConteúdoLula e Bolsonaro são os favoritos para as eleições de 2022, segundo as pesquisas

Eis que já estamos no novo ano de 2022. Um ano de guerra. Se já nos dois últimos meses de 2021 a discussão política estava perturbando as mentes que ainda pensam, de agora em diante vai ser bem pior. É o ano da eleição presidencial. Parece que os candidatos mais cotados dizem que vão ganhar na marra. Não tem conversa. De agora em diante, a fogueira dos insultos vai queimar mais. E no final, tudo indica que o eleitor brasileiro chegará em outubro entre Bolsonaro e Lula, já que a terceira via ainda não decolou. E ninguém sabe ainda se decolará. E essa terceira via seria o ex-juiz Sergio Moro, um homem que se dedicou de corpo e alma ao combate à corrupção no Brasil e levou para a cadeia gente poderosa, que nunca pensou que um dia encontraria a Justiça pela frente. Moro mandou para a prisão até o exímio larápio ex-presidente Luiz Inácio da Silva. Mas para a infelicidade deste pobre país, o Supremo Tribunal Federal, numa jogada esperta, anulou as condenações do grande corrupto, que anda solto e saltitante, sendo, inclusive, o preferido nas pesquisas eleitorais. De qualquer maneira, Sergio Moro ainda está na espera. Neste novo ano de 2022 as coisas têm que se definir. Ou vai, ou a eleição ficará mesmo polarizada entre Bolsonaro e Luiz Inácio da Silva. É a mesma coisa que o carrasco dizer a um condenado à morte: “Você prefere a cadeira elétrica ou a câmara de gás?”. 

O rei da esperteza Luiz Inácio da Silva anda viajando para todo lugar, fazendo discursos daqueles mais bizarros, mas nunca fala da ladroagem que promoveu como chefe de uma das maiores quadrilhas de roubar dinheiro público da história da humanidade. O partido de Luiz Inácio, o PT, roubou demais. Aliás, é um partido que sempre esteve envolvido com suas figuras sinistras nos maiores escândalos de corrupção do Brasil nos últimos tempos. Roubaram mesmo. E grande parte desse dinheiro voltou para os cofres do país. Só esse fato prova a roubalheira que o Supremo Tribunal Federal anulou, soltando Lula às ruas, o que é um perigo para os cidadãos de bem. Ele pode viajar para mentir fora do Brasil, mas não pode, por exemplo, andar pela Avenida Paulista sem segurança. Por que ele não faz esse teste, já que é tão querido, como dizem as pesquisas? Quem tem coração tem medo. Lula prefere ficar escondido e só fala às plateias favoráveis que o aplaudem. Uma esquerda que ainda tem em Lula como líder só pode ser uma esquerda vagabunda.

Do outro lado, está o presidente Bolsonaro. É inacreditável o que ele tem feito para desacreditar a si mesmo, com medidas que não cabem numa mente sã e só se encaixam direitinho numa cabeça confusa, que beira à psicopatia. E esse comportamento na pandemia vai pesar muito na eleição presidencial de outubro, tendo ainda mais um lance de absoluta insensatez, no final de 2021, que foi e ainda é seu comportamento em relação à vacinação de crianças de 5 a 11 anos, dizendo ao país, como se fosse um ato de glória, que não vacinará sua filha. Bolsonaro chega a 2022 como o candidato antivacina, agindo sempre com uma conduta que não cabe a um presidente da República.

Restam os outros, aqueles menos dotados sem condições de enfrentar a eleição presidencial de outubro. É nesse grupo que se espera o crescimento de Sergio Moro, que tem ao seu favor ser honesto (principalmente honesto), que lutou o quanto foi possível para colocar na cadeia os corruptos poderosos e, ao mesmo tempo, enfrentar a inveja de alguns ministros do STF. Para se ter uma ideia do que já começa a acontecer visando à eleição presidencial, basta dizer que o PT está orientando sua turma para chamar Moro de corrupto. A partir disso, é só imaginar o que teremos pela frente de agora em diante. É o vale tudo.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.