Campanha de Lula está à deriva a 5 meses da eleição presidencial

Processo vai mal e já mereceu dos petistas umas 30 reuniões; enquanto não resolvem, Lula segue meio alucinado gritando em qualquer palco que apareça na sua frente

  • Por Álvaro Alves de Faria
  • 05/05/2022 14h06
Isabella Finholdt/Fotoarena/Estadão Conteúdo -01/05/2022 Cercado de aliados, o ex-presidente Lula gesticula e discursa durante ato do Dia do Trabalho Lula discursando durante ato de 1º de Maio na Praça Charles Miller

Luiz Inácio deve estar enlouquecendo. Nota-se pelo amontoado de asneiras que vem dizendo. Lula não tem senso do ridículo, que é natural nas pessoas normais. As tolices que diz estão cada vez mais graves. Só podem sair de uma mente atormentada. A campanha dele está uma bagaça. Ninguém se entende. Mas isso é próprio de um partido que traiu seus próprios princípios, a começar por Lula, que é o líder da esquerda brasileira. Pobre esquerda brasileira! Para ter Lula como líder, tem de ser uma esquerda muito vagabunda. Essa esquerda que ainda fala a mesma coisa que dizia em 1960. Uma gente sem escrúpulo nenhum. A campanha do companheiro vai mal. E ele, Lula, diz o que quer nos seus discursos só para plateias favoráveis e só diz bobagens com a pose de ser o dono da verdade.

A campanha vai mal. O problema já mereceu dos petistas umas 30 reuniões. Todas com discursos inflamados. No último encontro, os petistas decidiram adiar o anúncio do nome do novo responsável pela campanha. Deve ser anunciado nos próximos dias. Pelo menos é o que se espera. Falam as más línguas que o nome mais provável para ocupar o posto é de Edinho Silva, prefeito de Araraquara, interior de São Paulo, e ex-ministro da Secretaria de Comunicação do governo Dilma. Edinho é um dos coordenadores da campanha do menino maluquinho Fernando Haddad para o governo de São Paulo. E enquanto não resolvem, a campanha vai seguindo com um Lula meio alucinado gritando em qualquer palco que apareça na sua frente.

Está difícil arrumar um nome para substituir Franklin Martins, que foi desligado. Levou a culpa de tudo que vem ocorrendo de errado e teve de sair correndo da sede do PT. Faltam 5 meses para a eleição presidencial e a campanha está à deriva num oceano de incertezas. Os petistas comparam a campanha de Lula com a do presidente Jair Bolsonaro e dizem que o PT perde feio. O problema se tornou urgente após a gafe de Lula, entre dezenas de outras, ao dizer que Bolsonaro não gosta de gente, só gosta de policial. Pegou mal. Tanto que Luiz Inácio pediu desculpa pelo que falou. Se ele tiver que pedir desculpa por tudo que fala, Lula não faria outra coisa na vida. A frase de Lula foi explorada pelos bolsonaristas das redes sociais.

Num outro discurso igualmente alucinado, Lula pediu que os petistas mapeassem os endereços dos deputados e senadores e fossem em grupo em suas residências para fazer cobranças e tirar a tranquilidade das esposas e filhos dos parlamentares. Quer dizer, só gente louca pode falar uma coisa assim. Não dá mais, tem de mudar. O problema é que essa falta de rumo se deve, também, a uma disputa interna que algum dia ainda vai chegar na porrada. O primeiro marqueteiro já dançou. O segundo, publicitário Sidônio Palmeira, sócio de ACM Neto, veio com a ideia de tirar a cor vermelha das manifestações petistas e colocar mais verde e amarelo. Bem amarelinho. Ele também deseja mais emoção nesses encontros. Agora falta escolher o novo responsável pela campanha. E Lula vai seguindo, livre e solto como nunca se sentiu, acreditando na certeza de que vencerá a eleição e voltará a sentar na cadeira de presidente da República. Ao povo só resta rezar.  

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.