Discussão interminável entre Lula e Ciro se repete sempre em tempos de eleição presidencial

Petista está com raiva e, na impossibilidade de uma aproximação, diz que o pedetista pensa ser professor de Deus; no fundo, tudo se resume numa grande sordidez

  • Por Álvaro Alves de Faria
  • 26/05/2021 10h00
José Cruz/Agência Brasil/ REUTERS/Amanda Perobelli/File Photo/Lula escreveu nas redes sociais que “adoraria” ser amigo de Ciro Gomes, mas ele infelizmente não quer

É sempre aquela bagaça em tempos de eleição presidencial. Os mesmos personagens aparecem como figurinhas carimbadas com as mesmas palavras, particularmente Luiz Inácio da Silva e Ciro Gomes. Sempre a mesma coisa. Ficam os dois com aquela discussão inútil que parece interminável. Aliás, é interminável, porque se repete sempre. Lula é tido como a figura expoente da esquerda brasileira. É demais. Tem que ser uma esquerda muito vagabunda para ter Lula como principal liderança. Acabou preso por corrupção, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) deu um jeito de soltá-lo. E ele está aí de novo babando sabedorias estúpidas. Foi solto, portanto é um ex-presidiário que desmoralizou a esquerda, que se transformou num lixo. Talvez mereçamos isso. Pois é essa esquerda que aí está novamente com seu discurso imbecil.

E voltemos à figura igualmente nefasta de Ciro Gomes que, a cada eleição presidencial, salta do Ceará para o noticiário nacional, como um intruso que perdeu o bonde da história. É o valentão do picadeiro. Lula escreveu nas redes sociais que “adoraria” ser amigo de Ciro Gomes, mas ele infelizmente não quer. Lula sentiu-se amargurado quando Ciro Gomes disse que a eleição de Bolsonaro se deveu ao PT e ao próprio Lula, que afundaram este país com tanta corrupção. Nunca se roubou tanto no Brasil. Lula então escreveu um recadinho a Ciro Gomes. Imediatamente, o pedetista utilizou as mesmas redes sociais para dizer que, na verdade, não é Lula que deseja briga. Não. Para Ciro, o petista usa bajuladores e um gabinete de ódio, evitando debater o país e a conduta do PT quando esteve no poder. Escreveu, também, que Lula prefere reduzir todas as coisas numa política de briga de afetos entre amigos. É uma frase bem construída. Mas ninguém deve se encantar com esse palavreado porque, para Ciro Gomes, Lula é aquele enganador de sempre que pensa ser rei de todas as coisas. Por isso, não quer mesmo ser amigo de Lula, não lhe interessa qualquer aproximação com o “líder” mergulhado na decadência política e moral.

Assinalou que Luiz Inácio é só amigo dele mesmo, de mais ninguém. Por isso, na próxima eleição presidencial, será tratado como oponente. E Lula terá de discutir ideias, e não essa conversa de sempre. Lula parece ter sentido, embora sabe-se que ele não sente nada. Na sua mensagem, escreveu que aprendeu com sua mãe que “quando um não quer, dois não brigam”. Por isso, não entrará num jogo rasteiro. Essa expressão “jogo rasteiro” deixou Ciro Gomes possesso da vida. E o melhor é não convidar os dois para um pancadão porque não vai dar certo. Para Ciro, Lula é um lixo. E para Lula, Ciro é um lixo também. Os dois estão corretos. E de lixo o Brasil está cheio. Tem lixo em todo lugar: no governo, no Judiciário, no Legislativo. Tudo lixo, salva-se alguma coisa acidental, mais nada.

Quem poderia imaginar que um dia na vida Lula elogiaria o chamado Centrão? Quem? Ninguém. Pois é o que ele mais faz atualmente, procurando novos amigos pensando em 2022. O Centrão deve ser algo excepcional na política brasileira. Só tem gente amiga. No fundo, só tem, com raras exceções, aquele mesmo lixo a que se reduzem Ciro e Lula. Para sentir melhor esse quadro melancólico, basta dizer que Ciro Gomes contratou o marqueteiro João Santana para cuidar de sua campanha. Dá arrepios. Esses caras são capazes de qualquer coisa. Fazem qualquer negócio. Se for preciso matam a mãe na véspera do Natal. Lula está com raiva e, na impossibilidade de uma aproximação, diz que Ciro pensa ser professor de Deus. No fundo, tudo se resume numa grande sordidez. Como aquela foto lírica do encontro de Lula com Fernando Henrique Cardoso. Que bonito! Que civilidade! No final da história, todos eles representam uma raposa tomando conta de um galinheiro.