Lula conta com amigos poderosos no MDB para derrubar candidatura de Simone Tebet

Mesmo com nome já oficializado, a senadora não tem paz: a sombra do ex-presidente está sempre atrás dela, com aqueles discursos agressivos repletos de gritos com palavras dos anos 70

  • Por Álvaro Alves de Faria
  • 05/08/2022 14h32
Reprodução/Twitter/@LulaOficial/Ricardo Stuckert Lula Ex-presidente é o candidato do PT à Presidência da República nas eleições 2022

Aquele partido chamado PT ainda tenta derrubar a candidatura da senadora Simone Tebet (MDB). Partido sem escrúpulo, com candidato também sem escrúpulo algum, o PT continua a manobrar para tirar Simone da disputada presidencial. Assim como fez nesta quinta-feira, 4, ao firmar aliança com o deputado federal André Janones (Avante), que desistiu de sua candidatura para apoiar Luiz Inácio da Silva. Nas pesquisas de intenção de votos, Janones tinha apenas 1% das preferências. Mas Lula queria esse 1% para ele. Não há nada de anormal nisso. O PT é um partido que sempre agiu assim. Sempre conseguiu enganar até o mais fervoroso seguidor. E assim também é seu candidato. Na verdade, uma esquerda que aceita Luiz Inácio da Silva como líder é uma esquerda vagabunda e mentirosa. Lula ainda não desistiu dos votos de Simone Tebet, acreditando que ela irá subir nas pesquisas. A senadora vem denunciando o PT faz tempo. Desde antes da oficialização de sua candidatura. De acordo com Simone, Lula pôs na cabeça que tem de vencer a eleição presidencial já no primeiro turno. Simone afirma que o PT tentou “puxar seu tapete” muitas vezes para vencer no “tapetão”. A senadora diz que democracia se faz no diálogo, no debate, no enfrentamento de ideias. Não nessa baixaria. Afirma, também, que Lula quer reduzir o número de candidaturas para aumentar suas chances de vitória. E pensando assim, passa o trator por cima de todo mundo.

Lula conta com amigos poderosos no MDB, a começar por Renan Calheiros, que até entrou com ação na Justiça Eleitoral para evitar que Simone Tebet fosse a candidata do partido. É uma gente sórdida. Lula e o PT ainda não desistiram. Continuam a manobrar. Mesmo com a candidatura já oficializada, Simone não tem paz. A sombra de Lula está sempre atrás dela, com aqueles discursos agressivos repletos de gritos com palavras dos anos 70. Não mudou nada. Só não vê quem não quer. O candidato do PDT, Ciro Gomes, decidiu entrar nessa história e diz que em relação a Simone, Lula age como um fascista. Para Ciro, Lula não tem comportamento democrático para disputar a eleição presidencial. Por esse motivo, vive tentando destruir as organizações  democráticas que não se aliam ao PT. “Aliciar uma banda de ladrões do MDB para tirar o direito da senadora ser candidata é puro fascismo”, afirma Ciro com absoluta razão.

A senadora Simone Tebet tenta se guardar e não entrar nesse cenário em que vale tudo. Entrevistada há alguns dias no programa “Pânico”, da TV Jovem Pan News, Simone disse que não pensa nem em Jair Bolsonaro nem em Lula. Tem de pensar nela mesma. Embora tenha a convicção de que tudo é difícil, a mulher é competente para enfrentar desafios. Muitos homens não acreditam. Assegurou que nem Bolsonaro nem Lula representam a democracia. Estão longe disso. Lembrou que atualmente ela já é conhecida por 50% do eleitorado brasileiro. E mais: os que de fato são democratas verdadeiros evitarão a vitória de Lula no primeiro turno. O ex-presidente Michel Temer, hoje sacerdote do MDB, afastou completamente a possibilidade de o partido apoiar Lula no primeiro turno. A maioria da legenda vai seguir com Simone. A senadora diz candidamente, referindo-se a Bolsonaro e Lula, que “o que eles dividem com ódio nós vamos unir com amor”. E assim o barco vai seguindo, esperando seu naufrágio. Lula, o esperto, continua na sua ideia de acabar com a candidatura de Simone em proveito próprio. Quer que isso ocorra rapidamente. E deixa isso claro de maneira autoritária. Simone, por seu lado e por agora, repete o que já disse algumas vezes: “Apoiar Lula cheira a naftalina”. Só falta Lula pedir apoio a Bolsonaro.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.