Negacionistas manipulam informações e buscam ser bons oradores para enganar as pessoas

Brasil está repleto de gente assim nestes tempos de sombras; para os negacionistas, os mais de 600 mil mortos pela Covid são uma mentira e as vacinas foram feitas para enriquecer laboratórios

  • Por Álvaro Alves de Faria
  • 23/12/2021 15h21
MÁRCIO PANNUNZIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOMáscara jogada no chão

O negacionista é, antes de tudo, uma mula. Aproveita-se, aqui, a forma de linguagem da frase famosa de Euclides da Cunha, em “Os Sertões”: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte”. Pois bem, repetindo: “O negacionista é, antes de tudo, uma mula”. E que nos perdoe a mula pela comparação com esses indivíduos atordoados que se deixam levar por ideias fora da vida humana e queiram, a todo custo, enfiar ideias falsas na cabeça da população quando há outros lugares para enfiar essa estupidez que passa do limite. Sabe-se que o negacionismo é o ato de se negar a acreditar nas informações já estabelecidas em setores da vida do homem como a História e a Ciência. A palavra foi usada pela primeira vez nos Estados Unidos em 1950, quando a indústria do fumo alcançou grande desenvolvimento. A indústria do tabaco editou, então, um manual para reagir e desacreditar as evidências científicas que ligavam o fumo ao câncer. A expressão tomou mais força em 1987, na França, substituindo o termo “revisionismo”.

Os negacionistas são hoje os mercadores da dúvida e é preciso tomar cuidado com indivíduos assim, que transformam tudo em ideologia com argumentos superficiais nunca comprovados. O mundo pode estar explodindo que eles agem como se nada estivesse acontecendo. São autoritários e preconceituosos. É preciso lembrar que os negacionistas são chamados de irracionais que firmam suas crenças em informações falsas e, principalmente, em teorias conspiratórias. Por exemplo: uma das principais negações dos negacionistas é o Holocausto. Os negacionistas são aqueles indivíduos que promovem debates desnecessários sobre assuntos que representam a verdade e o consenso. Os negacionistas são verdadeiras cavalgaduras, gostam muito de discutir o nazismo e não aceitam que os nazistas eram de extrema-direita. É isso que dizem os mais notáveis historiadores do mundo. Mas não se sabe por que, para os negacionistas irracionais, o nazismo foi um movimento de extrema-esquerda. As cavalgaduras dizem isso sem nenhum embasamento histórico. Nenhum. Nada. Inventam um fato e passam a acreditar nesse fato, muitos que sequer existiram. Isso é próprio dos cabeças ocas.

Sempre partindo das teorias conspiratórias, os negacionistas inventam informações sobre fatos verídicos, dizendo trazer a verdade oculta, dizendo que essa “verdade oculta” foi sempre escondida por uma grande conspiração, para não deixar que as pessoas cheguem à realidade das coisas. As bestas do negacionismo atuam firmemente nestes tempos de sombras no mundo inteiro. O Brasil, por exemplo, está repleto de negacionistas, que mostraram o ar de sua graça com a chegada de Jair Bolsonaro ao poder. E o negacionismo se alastrou, seguindo a voz do grande mestre, especialmente neste período da pandemia. No fundo, os negacionistas, com seus discursos irritantes, negam-se a reconhecer uma verdade que lhes é inconveniente. Mas antes de tudo, os negacionistas se aprimoram a falar bem, ser um bom orador, para que possam enganar as pessoas mais facilmente.

Fora isso, os negacionistas manipulam as informações, falseando os dados corretos de um fato. Os cabeças ocas irracionais agem principalmente nas áreas da História e da Ciência. Questionam tudo sem base de nada. Um outro exemplo da ação das cavalgaduras é o que eles dizem sobre o aquecimento global. Para eles, nada disso existe. Basta dizer que, depois de séculos de estudos e mais atualmente provas tecnológicas, mostrando que a Terra é redonda, os negacionistas garantem que a Terra é plana. O Brasil, repetindo, está repleto de negacionistas nestes tempos de sombras. Idiotas primordiais, são capazes de questionar a própria existência. Vivem de amplos goles de ignorância, transformando as realidades amplamente estudadas e comprovadas. No mundo atual, a pandemia simplesmente não existe. Isso é só uma invenção mental. No Brasil, por exemplo, os mais de 600 mil mortos pela Covid são uma mentira. E a vacina existe não para combater o vírus, mas para enriquecer os laboratórios. As cavalgaduras também estão no jornalismo desmentindo fatos verdadeiros em troca do lixo que têm na cabeça. E assim vamos vivendo. Se é que ainda é possível viver.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.