Augusto Nunes: ‘Governadores estão chegando a extremos que não se viu nem durante o AI-5’

Comentarista criticou as medidas de restrição adotadas por regiões do Brasil, como São Paulo, Rio Grande do Sul e Distrito Federal para diminuir os casos e as mortes pela Covid-19

  • Por Jovem Pan
  • 11/03/2021 22h02 - Atualizado em 11/03/2021 22h05
Youtube/Jovem PanComentarista do programa Os Pingos nos Is, Augusto Nunes

Diversas regiões do Brasil, como São Paulo, Rio Grande do Sul e Distrito Federal endureceram as restrições para diminuir os casos e as mortes pela Covid-19. Em SP, até mesmo as atividades essenciais vão ter regras mais rígidas. A chamada Fase Emergencial do Plano São Paulo é ainda mais restritiva que a Vermelha — que, até então, era o mais próximo de um lockdown que o Estado já adotou. Entre as novas regras, estão: toque de recolher das 20h às 5h; suspensão de atividades esportivas, fechamento das escolas e o veto de cultos religiosos. Para o comentarista Augusto Nunes, do programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, “os governadores estão chegando a extremos que não se viu nem durante o AI-5”, o ato institucional mais duro da Ditadura Militar.

“Eles querem a coordenação nacional. Ou o Supremo entrega ao governo federal a coordenação que lhe foi confiscada pelo próprio Supremo, ou o Supremo assume, já que eles cuidam e tudo. Já que precisa haver coordenação nacional, sempre precisou, mas os ministros impediram que isso ocorresse. Ou coloca o [Alexandre de] Moraes para cuidar disso, deve entender até de coronavírus. A verdade é que os governadores estão completamente atônitos com a falta de resultados para as medidas que tomaram e revisam agora com outro nome. Doria chamou de toque de restrições o que foi um toque de recolher e agora chama de Fase Emergencial o que é um lockdown, que não funcionou. (…) A vacinação virou a solução, ficam dizendo ‘tem que vacinar, tem que vacinar’, reconhecendo indiretamente que o lockdown existe para que você providencie os leitos de UTI que já deveriam existir. Governo federal mandou dinheiro para isso, os governadores que não providenciaram medidas que suprissem as carências que infestam o sistema de saúde brasileiro. (…) Já estão começando as reações e vão se espalhando pelos estados, os comerciantes estão se rebelando. A miséria, a quebradeira, essas coisas também matam. Governadores estão fazendo uma aposta perigosa, e eu vejo com bons olhos o que eu chamaria de desobediência, porque estão chegando a extremos que não se viu nem durante a vigência do AI-5”, afirmou Augusto.

Assista ao programa na íntegra: