‘Auxílio emergencial impede retomada econômica de Guedes que vinha dando certo’, diz Augusto Nunes

Comentarista acredita que cautela de Bolsonaro na implementação de novo auxílio é responsável e lembra que benefício emergencial não pode ser eterno

  • Por Jovem Pan
  • 11/02/2021 18h57 - Atualizado em 11/02/2021 19h20
Edu Andrade/Estadão ConteúdoPara Augusto Nunes, ministro estava retomando a economia do país

O presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar nesta quinta-feira, 11, que o Governo Federal estuda formas de garantir uma nova rodada do auxílio emergencial. A ideia inicial da equipe econômica é propor três a quatro parcelas de pagamento no valor de R$ 200 reais para trabalhadores informais não incluídos no Bolsa Família, que teriam que fazer cursos de qualificação profissional. Bolsonaro lembrou, porém, que o auxílio é circunstancial. “No momento a nossa equipe, juntamente com parlamentares, estudamos a extensão por mais alguns meses do auxílio emergencial. Repito: o nome é emergencial, não pode ser eterno porque isso representa um endividamento muito grande do nosso país e ninguém quer o país quebrado”, afirmou Bolsonaro durante uma cerimônia de entregas de títulos de propriedade no Maranhão.

Na ocasião, o presidente lembrou do repasse de R$ 13 bilhões para garantir o pagamento das primeiras rodadas do auxílio emergencial no estado, afirmou que mais dinheiro foi enviado para o combate à Covid-19 no Maranhão e que R$ 190 milhões foram voltados exclusivamente para leitos de UTI. “Não justifica qualquer reclamação de não haver leitos de UTI para atender os nossos irmãos maranhenses acaso acometidos da Covid-19”, disse. Segundo pesquisa, cerca de 69% dos brasileiros que receberam auxílio emergencial em 2020 não encontraram outra fonte de renda após o fim do benefício. Uma nova rodada de pagamentos deve ser voltada exclusivamente para esta parcela da população.

Para o comentarista do programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, Augusto Nunes, se o governo do PT estivesse no poder, eles já teriam embarcado no auxílio emergencial sem pensar nas consequências financeiras que isso traria ao país. Ele acredita que o presidente Jair Bolsonaro age de forma prudente ao estudar a movimentação antes de tomar uma decisão. “O Brasil não tem dinheiro para distribuir esse auxílio emergencial ad eternum. Tem que ser menor, infelizmente, e tem que ter um prazo para acabar”, afirmou. O comentarista lembrou de uma conversa que teve com o garçom de um restaurante que conseguiu pagar contas com o auxílio do governo após ser demitido, mas manifestou que a maior vontade dele era de trabalhar. “Os governadores que ficam fechando bares e restaurantes têm que saber disso. Eles estão tornando inevitável o auxílio emergencial. Se eles tratassem com mais sabedoria o problema, se eles não ficassem nesse abre e fecha de restaurantes e bares, esse setor não precisaria de auxílio”, pontuou.

Ele reforçou a ideia de que há outros setores importantes que merecem mais vigilância dos governos estaduais do que o dos bares e restaurantes, como os transportes coletivos. “É um crime você fechar bares e restaurantes que adotam medidas preventivas e deixar desprotegidos os passageiros do transporte público. Eles não mexem nisso. É aí que a pandemia cresce”, afirmou. “Ou a gente enfrenta essa pandemia com sabedoria, ou ficamos neste auxílio emergencial que impede a retomada econômica do ministro Paulo Guedes que vinha dando certo”, opinou, garantindo que este é o momento de entender o que Bolsonaro falou.

Confira o programa “Os Pingos Nos Is” desta quinta-feira, 11, na íntegra: