Bruno Garschagen: Voto de Toffoli foi longuíssimo e incompreensível

  • Por Jovem Pan
  • 21/11/2019 07h55
O presidente do STF avaliou que o antigo Coaf pode informar autoridades sobre possíveis irregularidades, mas não deve seguir ordens do Ministério Público

Dias Toffoli vota por limitar o compartilhamento de dados sigilosos da Receita Federal e o julgamento será retomado nesta quinta-feira (21). O presidente do STF avaliou que o antigo Coaf pode informar autoridades sobre possíveis irregularidades, mas não deve seguir ordens do Ministério Público.

“Com o voto de ontem, o ministro Dias Toffoli se credenciou para participar da equipe brasileira de ginástica olímpica nas próximas Olimpíadas. O duplo-mortal-carpado que ele tentou fazer ontem, porém, foi mal sucedido. Isso é uma coisa extraordinária. Não é para ministro do Supremo, é para quem faz ginástica artística – e me perdoem os esportistas da modalidade.”

“De qualquer maneira foi um voto longuíssimo, incompreensível e ele parecia em alguns momentos ir para um lado, ir para o outro, agradar todo mundo. Muito difícil,  primeiro para os outros ministros – imagina para nós tentando entender. De um lado ele confirmava o antigo padrão de conduta dos órgãos de investigação, por outro dizia que não era bem asam. Um voto lamentável que não esclareceu absolutamente nada”, afirma Bruno.