Experiências ao longo da vida, laços familiares e intuição influenciam nossas escolhas

Antes de tomar uma decisão, é importante pensar nas seguintes questões: quais possibilidades você tem e qual será o impacto posterior

  • Por Camila Magalhães
  • 12/08/2021 09h00
rawpixel.com - br.freepik.comAs experiências transmitidas pela família têm grande influência em escolhas futuras

Tomar uma decisão envolve fazer escolhas, e é por isso que o processo de tomada de decisões pode ser difícil ou até mesmo desconfortável. É muito comum bater aquela insegurança: “Como teria sido minha vida se se eu tivesse seguido por outro caminho”? É claro que a dificuldade em tomar uma decisão depende da complexidade do problema ou da situação. Enquanto algumas escolhas são rápidas e quase automáticas, outras exigem uma maior avaliação e ponderação das possibilidades. Por exemplo: escolher um produto diante de vários outros na prateleira, ou o sabor de um sorvete, é bem diferente de escolher uma casa para morar, a pessoa com quem você quer se casar ou em qual área gostaria de trabalhar. Para fazer escolhas, o nosso cérebro aciona diferentes mecanismos e tipos de aprendizados que estão localizadas nas áreas de associação do córtex cerebral, onde se concentram as chamadas funções executivas, que incluem habilidades para estabelecermos objetivos e planos, fazermos julgamento e controlarmos nossos impulsos. 

Estas escolhas são feitas com base em quatro mecanismos:

  • As experiências que a gente acumula ao longo da vida:
  • A experiência que nos é transmitida pela família ou pelas pessoas em que confiamos ou nas quais nos espelhamos;
  • A busca ativa de informações que vão contribuir para nossa massa crítica;  
  • A nossa intuição (e um dia eu falo mais para vocês sobre a intuição). 

Com base nestes mecanismos que eu acabo de falar, os estudos científicos mostram que as decisões tomadas a partir de experiências que passamos ao longo da vida têm resultados diferentes daquelas pautadas no conhecimento adquirido por meio de informações lidas ou relatadas por outras pessoas. Mas isso não significa que um jeito seja melhor ou pior do que o outro. Antes de tomar a decisão, é importante pensar nas seguintes questões: quais possibilidades você tem? E qual o impacto que ela terá na sua vida? Voltando ao exemplo do começo do texto, uma escolha simples como o sabor do sorvete tem muito mais a ver com os sabores que você já conhece, ou seja, nas suas experiências anteriores. Mas, se você nunca experimentou, vai depender mais da sua intuição. 

Por outro lado, quando a decisão envolve algo que terá grande impacto na sua vida — escolher um curso superior ou alugar uma casa, por exemplo – vai te levar a usar um pouco de tudo! Ou seja, diante das opções que você tem naquele momento, deverá acessar suas próprias experiências, as informações que você vai ler ou ouvir de outras pessoas e um pouco da sua intuição. “Mas e se eu me arrepender depois, doutora Camila?”. Bem, apesar de tentarmos fazer boas escolhas em nossa vida, mesmo quando adotamos todos os cuidados, não temos como ter garantias de que a escolha é certa. O que temos de ter em mente é que a vida é dinâmica, muitas coisas podem ser mudadas ou melhoradas, o importante é nos dispormos a enfrentá-las! Quer fazer comentários ou sugerir algum tema? Escreva pra mim: dracamila@jovempan.com.br ou no Instagram @dra.camilamagalhaes. Até a próxima!