Denise: BC é mais positivo e aponta crescimento de 0,9% na economia

  • Por Jovem Pan
  • 26/09/2019 10h32
PixabayO relatório trimestral do Banco Central faz um balanço geral do que está acontecendo na Economia

O relatório trimestral do Banco Central faz um balanço geral do que está acontecendo na Economia e, dessa vez, ele veio com uma sinalização mais positiva.

O relatório prevê um crescimento de 0,9% – saindo da faixa do 0,8%. Não é nada de excepcional, no ano passado a economia cresceu 1,1%. Tem um carregamento estatístico nessa nova projeção do BC, mas é bom lembrar que na última prévia do PIB veio até uma sinalização mensal de PIB negativo.

O BC está coletando todos os dados e trabalha com previsão de inflação baixa nos próximos anos. Foi divulgado também, pela primeira vez, a previsão de crescimento da economia para o ano que vem, de 1,8%. Uma previsão mais modesta que a do mercado, que chegou a 2%.

Ainda há uma dificuldade enorme da economia crescer mais, mas os indicadores mostram que talvez a fase de maior risco desse ano tenha ficado para trás. Tivemos, nesta quarta-feira (25), dados positivos do mercado de trabalho, da geração de emprego com carteira assinada. Foi a melhor dos últimos seis anos para agosto.

Tivemos também um aumento do crédito, inclusive com concessão de recursos para as empresas. É tudo muito limitado porque a gente tem algumas travas importantes, como o desemprego que continua alto. Mas, na medida em que se começa a trabalhar com dados um pouco melhores, isso cria um certo ânimo. Esperamos que a agenda do governo consiga impulsionar mais.

Inflação não é um problema. Dá margem para o BC reduzir mais os juros, inclusive essa indicação consta no relatório trimestral. E, por menor que seja o repasse para o custo do crédito, a gente vê ainda aquelas taxas absurdas de rotativa de cartão e cheque especial acima de 300% ao ano – como divulgado na quarta.

Mesmo assim a gente tem algumas taxas ficando mais baixas que estimulam a atividade para compra de veículos e imóveis. Isso dá um certo oxigênio para a economia. O Banco Central saiu na frente melhorando um pouco a projeção de crescimento para 2019.