Denise: Governo não está aumentando artificialmente o preço do dólar

  • Por Jovem Pan
  • 04/12/2019 10h16
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência BrasiMoeda norte-americana está pressionada pelas incertezas do cenário internacional

O presidente Jair Bolsonaro rebateu, nesta quarta-feira (4), a declaração do presidente dos Estados UnidosDonald Trump, que disse que Brasil e Argentina estariam desvalorizando suas moedas de forma proposital e que, por isso, vai retomar, de imediato, a imposição de tarifas a importações de aço e alumínio de ambos os países. Na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que o governo não está “aumentando artificialmente” a cotação do dólar.

E realmente não está. Quando o dólar sobe, umas das principais preocupações é justamente que ele pressione a inflação e atrapalhe a política de juros que está sendo implementada atualmente no Brasil, que é um instrumento importantíssimo para estimular a atividade econômica. Por isso, o governo não vai jogar contra esse processo de retomada que, hoje, é mais importante do que aumentar a competitividade.

Mesmo com o dólar mais alto, é possível ver que não o Brasil não teve vantagens: não houve avanço das exportações  – você pode até, pontualmente, ter um ganho em termos de faturamento -, mas a gente ainda tem as exportações de produtos básicos dominando a pauta exportadora brasileira, produtos manufaturados tem vários outros problemas e, independentemente do dólar mais alto, não conseguiram ampliar com mais vigor a prática no comercio internacional.

O Banco Central (BC), ao contrário, tem atuado justamente para minimizar essas pressões mais fortes que temos por vários fatores – entre eles incertezas em relação ao cenário internacional, conflitos na América Latina e o próprio Trump, quando fala que pode pode haver um entendimento na guerra comercial com a China, acaba pressionando o mercado global.

Nessa semana, o dólar está mais acomodado, mas também motivado pela acomodação desses fatores de incerteza. Na abertura, nesta quarta-feira (4), a moeda americana cai 0,35%, cotada a R$ 4,19.