Denise: Informações contraditórias sobre guerra comercial movimentam mercado

  • Por Jovem Pan
  • 10/10/2019 10h20
PixabayDurante a noite surgiram informações contraditórias na questão da guerra comercial entre China e Estados Unidos

Saiu a pesquisa da Anefac, que tem um universos de pesquisas um pouco diferente daquela mensal feita pelo Banco Central – que pega mais instituições, instituições menores. Mas a gente vê que aquelas taxas que são sempre vilões do nível de juros do país continuam presente: as linhas de crédito do cheque especial e do rotativo do cartão.

Tiveram queda, todas as linhas tiveram corte do mês de agosto para setembro. Mas em setembro, por exemplo, o cartão de crédito ficou com uma taxa média de 11,42% ao mês. Vale sempre observar que é a taxa média, isso quer dizer que tem cartões que cobram mais que isso. No mês anterior estava 1,,44%, então é uma variação mínima.

Do cheque especial, 11,65%. Empréstimo pessoal de bancos, 3,54%. Acho que é mais uma referência, até porque quando a pessoa vai buscar um empréstimo, vale conferir essas pesquisas para buscar os recursos mais baratos. Hoje em dia tem as fintechs, que podem ser uma opção de crédito para quem quer investir.

Empréstimo pessoal de financeira, 6,61%. Comércio em geral com uma taxa de 4,92%. Claro, sempre tem aquelas linhas que dizem çnão ter acréscimo de juros. Sempre vale pesquisar.

Há pouco conferimos os dados do comércio mostrando uma fraqueza ainda, pelo menos no mês de agosto, de acordo com o IBGE. O custo do crédito certamente tem a ver com isso.

Em relação ao mercado financeiro temos a abertura do dia novamente o dólar em queda, de 0,25%. A cotação de venda do comercial em R$ 4,09.

Temos uma confusão de indicadores, de sinais a serem avaliados pelo mercado durante o dia. Durante a noite surgiram informações contraditórias na questão da guerra comercial entre China e Estados Unidos.

A primeira versão é que havia sido interrompida a negociação, que o segundo escalão da China estaria retornando sem qualquer entendimento. Depois vieram notícias de que talvez os Estados Unidos não apliquem um novo aumento na semana que vem, podendo até flexibilizar um pouco as restrições impostas.

A China também, dizendo que amanhã pode ter uma retomada das conversas. Então, no final, tivemos um comportamento misto das bolsas de valores da Ásia, da Europa. Todo mundo observando essas questões.

O mercado sente os reflexos. Aqui no Brasil, da deflação divulgada na quarta-feira (9). Isso mexeu com o mercado futuro de juros.

Temos também o mercado avaliando a ata do Federal Reserve, do Banco Central dos Estados Unidos, que mostrou uma divisão de opiniões quanto a redução de juros já no último corte, mas indicando que há uma probabilidade muito grande de, pelo menos, mais um corte. Isso tende a favorecer o mercado emergente, favorece um pouco as bolsas de valores.

Mas tem todo esse clima ainda de incertezas, especialmente a guerra comercial – que talvez tenhamos boas notícias até sexta-feira (11).