Joseval Peixoto: Bolsonaro diz não ter domínio sobre forma de agir das pessoas, e é verdade

  • Por Jovem Pan
  • 19/10/2018 10h43
Jovem PanAcusado de estar por trás do ato, Jair Bolsonaro afirmou que não tem domínio sobre a forma de agir das pessoas. E é verdade

A principal manchete do jornal Folha de S. Paulo desta quinta-feira (18) destaca que empresas bancam disparo de mensagens falsas anti-PT nas redes sociais. São contratos milionários para espalhar a mentira na internet.

Acusado de estar por trás do ato, Jair Bolsonaro afirmou que não tem domínio sobre a forma de agir das pessoas. E é verdade. Ninguém tem poder de conter as mentiras e indignidades que são plantadas nas redes sociais.

O jornal cita nominalmente quatro agências especializadas em disparo em massa de informação na rede. Com códigos de áreas de outros países, os fraudadores escapam do filtro e das limitações que o WhatsApp utiliza, para tentar impedir a fraude. Não consegue.

A matéria da Folha revela também que um grupo de estudo da USP, Universidade Federal de Minas Gerais e da agência Lupa, analisando as imagens que mais circularam em grupos abertos de WhatsApp, constataram que apenas quatro, em cada 50 imagens, são verdadeiras. Apenas quatro.

A pesquisa foi feita em apenas 20 dias, entre 16 de agosto e 7 de outubro último. Nesse tempo, 347 grupos de debate postaram quase um milhão de mensagens.

Parece que estamos neste mundo moderno diante de uma avalanche de indignidade do homem.

Como pode um ser humano se especializar em mentir e fraudar? É isso que assusta. Que projeto de vida é esse?

O cidadão perde um pedaço da vida para mentir e fraudar? Bolsonaro tem razão. Ninguém consegue controlar a estupidez dos grupos sociais. Ele próprio poderá ser vítima da fraude. Se vencer poderão tentar macular sua vitória, por causa dessa indignidade.

E não se fale em esquerda ou direita. Esses, certamente são da direita, mas não faz tempo, durante o domínio do PT, eram internautas patrocinados pelo PT que vendiam sua honra para macular jornalistas.

É um bando de falsos, lupanares da comunicação. Indignos, sórdidos, esconsos, escamoteadores, imundos, nojentos, repugnantes, sabujos, mesquinhos, vilões, abjetos, infames, chantagistas, miseráveis, nas definições do Aurélio, Michaelis e Laudelino Freire, construtores de nossos dicionários.

É um debate político? Então vamos lá.

O historiador Capistrano de Abreu, cearense de Maranguape, propôs lá no século 19 a elaboração de uma nova Constituição do país, com apenas dois artigos.

Artigo primeiro: todo brasileiro é obrigado a ter vergonha na cara.

Artigo segundo: revogam-se as disposições em contrário.