Joseval Peixoto: Brasil permanece omisso ao genocídio armênio

  • Por Jovem Pan
  • 17/10/2018 10h20
Reprodução/YoutubeO Brasil tem um grande débito com a laboriosa comunidade armênia que vive entre nós

A União Geral Armênia de Beneficência, que é a maior entidade armênia na diáspora, com filiais em mais de 70 países, presta nesta quarta-feira (17) uma singela homenagem a dois cientistas integrantes da comunidade, em São Paulo.

São os senhores Vaham Agopyan, que desde janeiro é o novo reitor da USP e a senhora Zepir Panossian, a primeira mulher a presidir o Instituto de Pesquisa Tecnológica do Estado de SP.

O Brasil tem um grande débito com a laboriosa comunidade armênia que vive entre nós. Até hoje o país não reconheceu o genocídio desse povo, praticado pelos turcos otomanos, na Primeira Guerra Mundial.

E já lá se vão mais de 100 anos. O fato ocorrido a partir de 1915 dizimou um milhão e meio de armênios, num dos mais terríveis holocaustos da história.

Além disso, em razão do conflito mundial, a Armênia perdeu grande parte de seu território, inclusive aquele em que se situa o monte Ararat, citado pela Bíblia ao final do dilúvio.

É um pequeno povo, que recentemente adquiriu sua liberdade, em razão do esfacelamento da União Soviética.

A maior parte de sua população se encontra espalhada pelo mundo, exatamente em razão da diáspora.

Hoje, a luta do povo armênio está posta na ONU, para que reconheça o vergonhoso fato histórico e imponha à Turquia, que é o estado sucessor do império otomano, a reparação dos danos praticados durante a guerra.

Os parlamentos do Uruguai, Holanda, Grécia, França, Suíça, Canadá, Argentina, Suécia e Bolívia já reconheceram o genocídio. O Brasil se omitiu.

A Jovem Pan sempre tem prestado homenagem a essa comunidade, principalmente em sua data nacional que é o 24 de abril. Hoje, os armênios estão em festa. Salve Armênia.