Marcos Montes tentará seguir o bom caminho trilhado por Tereza Cristina

A agora ex-ministra deixou o cargo com alta popularidade graças ao trabalho sério dela e de uma equipe técnica de alta qualidade, mas ainda há desafios a serem encarados pelo novo chefe da Agricultura

  • Por Kellen Severo
  • 01/04/2022 09h00
Guilherme Martimon/MAPA Marcos Montes fala em um púlpito após virar ministro da Agricultura Marcos Montes, novo ministro da Agricultura, tem 72 anos, é mineiro e está na pasta desde o início do governo Bolsonaro

Tereza Cristina deixou o posto de ministra da Agricultura nesta quinta-feira, 31, para concorrer a uma vaga no Senado Federal. Como adiantado por ela aqui na Jovem Pan há alguns dias, quem ocupará o cargo será Marcos Montes, que era o secretário executivo da pasta. Montes tem 72 anos, é mineiro e está no ministério desde o início do mandato de Jair Bolsonaro, em 2019. Já foi presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária e deputado federal por três mandatos. Acumula experiência política e técnica, o que dá condições de continuar o legado de Tereza. A agora ex-ministra deixou o cargo com uma alta popularidade e aceitação no agronegócio. É considerada uma das melhores ministras que o setor já teve, reputação construída com um trabalho sério dela e de uma equipe técnica de alta qualidade, que a sustentou ao longo desses últimos anos.

Sob a tutela de Tereza Cristina, o Brasil passou por uma pandemia sem sinais de falta de alimentos e com a garantia de abastecimento interno. Foram abertos mais de 200 mercados entre destinos e produtos agrícolas brasileiros. Houve avanço na regularização fundiária, com entregas de centenas de títulos de propriedades para agricultores, aprimoramento do Plano de Agricultura de Baixo Carbono, só para citar alguns exemplos. O Brasil do Agro vai guardar essas e outras memórias positivas de uma liderança com papel marcante à frente do setor.

Marcos Montes tentará seguir o bom caminho trilhado por Tereza. Há necessidades ainda precisando de mais atenção da pasta, como a ampliação de acesso ao crédito controlado, agilidade para a chegada dos recursos de socorro aos atingidos pela seca, garantia de eficiência logística para distribuição de insumos importados e definição do Plano Safra 22/23. O agronegócio brasileiro é um dos setores mais pujantes da economia e precisa de lideranças que desenvolvam o trabalho com base técnica e habilidade política a fim de dar ao segmento as condições para avançar e se tornar ainda mais competitivo. Boa sorte ao novo ministro!

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.