Você está pensando em desistir logo agora?
A vida ensina, contudo, que somente aqueles que acreditam e persistem é que podem encontrar o que procuram
Todos nós enfrentamos problemas. Mais cedo ou mais tarde, eles aparecem. Alguns são resolvidos rapidamente; outros, entretanto, insistem em acompanhar a nossa vida por um tempo prolongado. Independentemente da gravidade e da duração da tormenta, a experiência nos ensina que haverá solução.
Pense nos problemas que já enfrentou e em como se sentiu impotente diante das nuvens espessas que impediam de vislumbrar saídas. Não importava para onde olhasse: as portas estavam fechadas, sem uma única fresta de esperança. Um dia, porém, surge uma luz e tudo se resolve. A solução apareceu porque, mesmo desesperançado na superfície, lá no fundo havia um lampejo de fé.
Somos envolvidos por provações
Quando fazemos um balanço dessas experiências bem-sucedidas, a crença de que o problema que enfrentamos no momento também será resolvido se fortalece. Embora encontre todas as saídas fechadas, a pessoa sabe que, se
não desistir, em certo instante, mais perto ou mais distante, uma delas se abrirá, deixando para trás os dissabores, as noites mal dormidas e as incertezas diante de um futuro promissor.
Essas reflexões não são devaneios otimistas. Não. Cada um tem os próprios exemplos para confirmar que os desafios enfrentados com coragem e determinação foram superados. Como somos constantemente envolvidos em novas provações, temos a tendência de esquecer essas vitórias e concentrar o foco apenas nas questões que estamos vivenciando.
A derrota que o levou à vitória
Abraham Lincoln foi alguém que jamais desistiu diante dos obstáculos. Antes de se eleger presidente dos Estados Unidos, em 1860, acumulou derrotas políticas importantes. Em cada uma delas, redobrava suas energias para
continuar lutando. Quem o via fracassando em sucessivas tentativas costumava enxergá-lo como um perdedor contumaz. Não ele.
A derrota mais emblemática ocorreu em 1858, quando perdeu a eleição para o Senado dos Estados Unidos. Paradoxalmente, esse revés serviu de combustível para sua trajetória vitoriosa. Os intensos debates travados com o adversário Stephen Douglas o tornaram amplamente conhecido em todo o país, preparando o terreno para a vitória que viria dois anos depois.
Obra recusada 26 vezes
Outro que agarrou a vida com firmeza e nunca esmoreceu foi John Grisham, um dos escritores mais aplaudidos dos tempos modernos. Sua primeira obra, Tempo de matar, foi recusada 26 vezes antes de ser publicada. Poucos se dão
conta desse calvário ao verem o livro como um estrondoso sucesso mundial, com sua história adaptada para um filme igualmente vitorioso.
As dificuldades enfrentadas pelo autor foram tão desafiadoras que, mesmo depois de conseguir publicar o livro, Grisham descobriu que sua escalada estava apenas no início. Ele próprio relata: “Quando Tempo de matar foi
publicado, eu logo aprendi a dolorosa lição de que vender livros era bem mais difícil do que escrevê-los. Comprei mil exemplares e tive dificuldade até para dá-los. Arrumei os livros no porta-malas do meu carro e saí vendendo-os como
mascate em bibliotecas, clubes campestres, mercearias, cafeterias e algumas livrarias.”
Obra recusada seis vezes
Para quem pensa que essa é uma história isolada, vale lembrar outro caso emblemático. J. K. Rowling é uma das autoras mais bem-sucedidas da história da literatura. Seu livro Harry Potter e a pedra filosofal vendeu cerca de 120
milhões de exemplares. Antes disso, porém, o original foi recusado seis vezes até ser aceito para publicação.
Nem todos, contudo, tiveram essa mesma tenacidade. Alguns desistiram no meio do caminho. Um deles foi John Kennedy Toole. Frustrado diante das negativas para publicar sua obra, acabou cometendo suicídio. Estava errado
em não continuar tentando. Tanto assim que sua mãe não desistiu do sonho do filho e persistiu na busca por uma editora. Durante 11 anos, colecionou recusas sucessivas.
Conquistou o Pulitzer de ficção
Ao final desse período, conseguiu ver publicada a obra Uma confraria de tolos. O livro foi um sucesso, conquistou o Prêmio Pulitzer de ficção e vendeu mais de dois milhões de exemplares. Um feito alcançado por poucos. Também na música há exemplos semelhantes. Carmen, de Georges Bizet, uma das óperas mais encenadas de todos os tempos, recebeu críticas negativas ao estrear na Opéra-Comique de Paris. Profundamente abalado, o compositor decidiu se isolar no campo. Ainda jovem, com apenas 36 anos, morreu de ataque cardíaco três meses depois, sem chegar a presenciar o sucesso estrondoso que sua obra alcançaria pouco tempo mais tarde.
Esses são apenas alguns exemplos de que a solução de um problema ou o sucesso de uma empreitada pode estar logo à frente. Nem sempre é fácil acreditar nisso quando alguém está envolto no olho do furacão. A vida ensina, contudo, que somente aqueles que acreditam e persistem é que podem encontrar o que procuram. Siga pelo Instagram: @polito
*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.
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