Constantino: Decisão do STF sobre Lula prova que há casta privilegiada no Brasil

  • Por Jovem Pan
  • 08/08/2019 10h19
EFEPara o comentarista, STF é puxadinho do PT

Supremo Tribunal Federal (STF) vetou, na tarde desta quarta-feira (07), a transferência do ex-presidente Lula do Paraná para o Estado de São Paulo. A decisão de transferir Lula da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba havia sido expedida pela juíza federal Carolina Lebbos, responsável pela custódia do ex-presidente. Por decisão do presidente do STF, Dias Toffoli, os 11 ministros fizeram uma sessão relâmpago e decidiram suspender o deslocamento para a capital paulista — a defesa de Lula pede que ele não seja colocado na penitenciária estadual de Tremembé.

“A decisão da juíza Lebbos me pareceu correta, mas é verdade que existe um vácuo ali, uma situação inusitada, com um ex-presidente preso, se tem a prerrogativa da Sala de Estado Maior, isso tudo gera uma certa confusão jurídica. Agora, do ponto de vista ético, moral e mais abrangente, tudo leva a crer que há um andar de cima, uma casta privilegiada no país e isso gera uma revolta e indignação legítima da população.

Quer dizer, ele foi preso por crimes comuns, o fato de ter sido ex-presidente deveria ser agravante, não atenuante, o Josias vem comentando ai do STL, né, Supremo Tribunal Lulista, ou do Lula, e parece que é por aí mesmo. A rapidez com a qual o supremo se reúne para debater em plenário questões ligadas ao ex-presidente Lula mostra que há um privilégio, ele é tratada de forma muito especial neste país. Logo ele, que é dono de uma retórica demagógica, populista, de que somos todos iguais, essa coisa toda da esquerda, mas no fundo se mostra um sujeito acima da população comum e assim é tratado pelo STF.

Lembrando que o Supremo, quase todo, foi indicado pelo lulo-petismo, pelos ex-presidente Lula e Dilma Rousseff, numa tentativa, isso é preciso lembrar, de criar uma espécie de puxadinho do PT, uma coisa meio bolivariana, inspirada na Venezuela, que começou a corroer a democracia aqui dentro.
Não gera nenhuma confiança. É difícil para quem defende as instituições republicanas. Elas estão funcionados? Alguém tem realmente coragem de defender essas instituições hoje?”, questionou Constantino.