Rodrigo Constantino: É hora de evitar o mesmo destino do Titanic para o transatlântico chamado Brasil

  • Por Rodrigo Constantino/Jovem Pan
  • 13/03/2019 08h04
Alan Santos/PRBoa parte da imprensa tradicional, mesmo com seu viés esquerdista, já se deu conta da necessidade das reformas. Será que os seguidores mais fanáticos de Bolsonaro ainda não?

O presidente Jair Bolsonaro voltou a usar seu Twitter para falar da reforma previdenciária, o que é música para os ouvidos sérios deste país, menos interessados em picuinhas das redes sociais e mais focados naquilo que pode colocar a economia na rota do crescimento para diminuir o desemprego, hoje acima de 12 milhões.

Bolsonaro tuitou: “A Nova Previdência define a aposentadoria de políticos nos padrões do INSS, inclui militares e servidores, é mais justa, igualitária e preserva os direitos do trabalhador. Parlamentares têm a chance de fazer história participando deste processo que levará o Brasil à prosperidade! Estima-se que com a aprovação da Nova Previdência serão criados 8 milhões de novos empregos formais, além de garantir os benefícios dos atuais aposentados e aliviar os mais pobres, que pagarão ainda menos do que pagam hoje. Mente quem diz que a proposta beneficia os mais ricos!”.

É disso que precisamos! E ainda é muito pouco. Bolsonaro precisa usar seu capital político, que se esvai após as eleições, para mobilizar sua militância em prol das reformas. Infelizmente, boa parte dessa turma está mais interessada em questões secundárias, “pequenininhas”, que pouco ou nada acrescentam de fato ao Brasil. Aqueles que recebem mais reagem, chamam a reforma de “confisco”, e mobilizam sua militância. Falo da elite do funcionalismo público, que tem se organizado para gritar contra a reforma.

A população precisa entender que se trata de uma luta para manter privilégios, pois só assim ficará do lado dos reformistas. Essa queda de braço entre narrativas é a grande batalha que vai definir o futuro do país. É essa a “guerra cultural” em curso, a mais relevante de todas. É alvissareiro ver o presidente, portanto, postando mais sobre as reformas, e menos sobre “golden shower” ou chamadas deturpadas contra jornalistas, de sites obscuros que bajulam o presidente.

Como Alexandre Schwartsman disse em sua coluna: “afundamos enquanto o presidente discute com que cor quer pintar o barco”. É hora de evitar o mesmo destino do Titanic para o transatlântico chamado Brasil.

Os militantes bolsonaristas estão com sangue nos olhos para essa batalha contra a imprensa, enquanto deveriam estar se mexendo para convencer os indecisos sobre a importância das reformas. Até porque boa parte da imprensa tradicional, mesmo com seu viés esquerdista, já se deu conta da necessidade das reformas. Será que os seguidores mais fanáticos de Bolsonaro ainda não?