Situação epidemiológica atual permite o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras em espaços abertos

Porém, em eventos fechados, item de proteção ainda é necessário; vacinação contra a influenza começa no próximo mês e deve ser incentivada a imunização principalmente de idosos

  • Por Sergio Cimerman
  • 09/03/2022 17h16 - Atualizado em 09/03/2022 20h33
MARCELO CHELLO / ESTADÃO CONTEÚDO - 07/02/2021 pessoas caminhando na rua de máscara Pessoas circulam pelas ruas de São Paulo usando máscaras de proteção

Os números da Covid-19 no Brasil vêm caindo em proporções interessantes tanto em hospitalização como em mortalidade. Fato é que precisamos realmente intensificar a campanha pela terceira dose que está aquém das expectativas de todos os envolvidos neste quesito. Sobretudo que os idosos possam buscar esta assistência, até porque o maior índice de óbitos recai nessa fatia populacional. Um ponto importante que tem sido motivo de várias discussões recai na retirada de máscaras. Aqui há um ponto nevrálgico e de difícil decisão. Em espaços abertos, vejo esta possibilidade ser possível, sim, na situação epidemiológica que vivemos. E é um grande avanço. Na questão de ambientes fechados, seria outro tipo de posicionamento. Ainda é difícil liberar em grandes eventos fechados, como shows, congressos, feiras comerciais etc., sem um distanciamento social adequado.

Várias campanhas negativas são distribuídas em mídias sociais e grupos de WhatsApp banalizando o uso geral de máscaras. Geralmente, são pessoas que não têm relação com a ciência ou que têm outros interesses em determinar o fim do acessório. Em aviões, como não usar? Creio que até por respeito ao próximo, como os orientais faziam previamente à Covid-19, o seu uso se faz necessário. E veja que todas têm o papel do filtro Hepa, que retém partículas contaminantes do ar. Argumentos fortes existem para uso em ambientes fechados. Devemos ser mais resilientes. Calma e prudência, sempre.

Outro ponto que será notícia no próximo mês é a questão da imunização da influenza. Enfermidade esta que apresenta níveis elevados de mortalidade em idosos e pessoas com comorbidades. Essa vacina muda de modo anual e vai propiciar em sua composição a inclusão da cepa Darwin, que circulou fortemente. Em clínicas privadas, normalmente, estes imunizantes chegam antes para a aplicação e, nos setores públicos, com um atraso pequeno. Mesmo assim, devemos insistir na vacinação dos idosos nesta campanha, que será iniciada brevemente nos postos de saúde espalhados pelo território nacional. A vacina tem baixos índices de efeitos adversos, o que inclui dor no local da aplicação e uma febrícula em até 48 horas – ou seja, efeitos leves e transitórios.

O papel das vacinas é importante na saúde pública de qualquer nação. O Brasil é um celeiro mundial de expertise no tema e desempenha à altura. A população tem de apoiar as ações de saúde e entender a real necessidade acreditando em pessoas e órgãos com seriedade. Deveríamos parar de manter negacionistas em atividade e de propagar informações errôneas. Quem perde somos todos nós. Precisamos acabar com essa politicagem na área da saúde. Devemos pensar no próximo, sempre.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.