Vera Magalhães: Agora, principal obstáculo do Governo é a articulação política

  • Por Jovem Pan
  • 21/02/2019 08h21
Alan Santos/PRA proposta em si foi considerada consistente com o objetivo de fazer reforma concentrada a quem está no topo da pirâmide. O problema todo é político

A proposta de reforma da Previdência é bastante ambiciosa do ponto de vista do que ela espera que o Governo deixe de gastar nos próximos 10 anos. Fala-se em R$ 1,1 trilhão. Mas os especialistas do tema dizem que na há muito espaço de negociação para pontos como idade mínima e regra de transição.

No que é o pilar da reforma não sobra muita gordura para cortar para que a economia prevista se mantenha. O principal obstáculo ao Governo hoje é a articulação política.

A proposta em si foi considerada consistente com o objetivo de fazer reforma concentrada a quem está no topo da pirâmide. O problema todo é político. O Governo está desarrumado, os prazos não são dilatados e o processo todo no Congresso não é rápido.

A previsão é que a votação final seja no final de junho na Câmara e seria aprovada no Senado, finalmente, pouco antes do feriado de 07 de setembro, mas o período é apertado. O caminho é longo, vai requerer muita articulação política e também coesão da base para não fazer muitas emendas tirar categorias da reforma e mais.

No terreno da política, na Câmara, o desafio será na escolha da presidência, relatoria e composição da comissão da reforma. É importante o trabalho de concertação com os líderes partidários. É na comissão que o texto será moldado para chegar à votação em plenário.

Se o Governo quiser obter sucesso, deverá articular por aliados dentro da comissão. Não é um trabalho fácil, Governo não tem esse “mapa” em mãos e terá de ser feito diretamente com líderes. O líder do Governo na Câmara, Major Vitor Hugo, não é muito bem-visto na Casa e, por isso, pode ser que os presidentes da Câmara e Senado, além do próprio presidente da República, tenham que atuar pela aprovação.

Confira o comentário completo de Vera Magalhães: