Andrea Neves, irmã de Aécio, é presa em Belo Horizonte (MG)

  • Por Jovem Pan
  • 18/05/2017 08h45
Andrea Neves - rep

Polícia Federal confirma prisão preventiva de Andrea Neves, irmã de Aécio Neves, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Ela foi presa no condomínio em que reside na capital mineira. Ao contrário do que se dizia, Andrea Neves não estava no exterior.

Um primo do presidente do PSDB também foi preso preventivamente pela Polícia Federal. Frederico Pacheco de Medeiros, conhecido como Fred, teria sido filmado recebendo R$ 2 milhões a mando de Joesley Batista.

Além dele, Menderson Souza Lima, assessor do senador Zezé Perrela (PMDB-MG) também foi preso. Todos foram citados na delação de Joesley Batista. Em todos os casos os mandados são de prisão preventiva e foram autorizados pelo STF.

A Operação que afastou o presidente do PSDB do mandato foi denominada pela Polícia Federal de Patmos. É uma referência a ilha grega na qual o apóstolo João teria recebido mensagens do apocalipse.

Aécio Neves teve pedido de prisão enviado ao STF

Há um pedido de prisão preventiva de Aécio Neves (PSDB-MG) requisitado pelo procurador-geral Rodrigo Janot ao Supremo Tribunal Federal (STF). O relator da Lava Jato no STF Edson Fachin decidiu submeter o pedido ao plenário da Corte. A análise do caso ainda não foi pautada na agenda do Supremo pela presidente do Tribunal, Cármen Lúcia. A informação é da colunista Jovem Pan Vera Magalhães.

Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, teve o afastamento do cargo de senador por Minas Gerais determinado em decisão de Fachin na manhã desta quinta-feira (18).

A cúpúla do PSDB se reúne às 10h30 no gabinete do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) para avaliar a permanência de Aécio na presidência da sigla, informa também Vera Magalhães.

Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, teria pedido para Joesley Batista, um dos donos da JBS, R$ 2 milhões para pagar sua defesa nos inquéritos da Operação Lava Jato. O dinheiro teria sido entregue a seu primo Frederico Pacheco de Medeiros, o “Fred”, em quatro parcelas de R$ 500 mil. Uma das entregas, feita por Ricardo Saud, diretor de Relações Institucionais da JBS, foi gravada pela Polícia Federal.

O material foi entregue em delação premiada de Joesley, conforme divulgou o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo na noite desta quarta (17).