Após último debate, vantagem de Joe Biden nos EUA é incerta, avalia especialista

Para Manuel Furriela, o presidente Donald Trump recuperou parte do seu eleitorado após o encontro com o democrata

  • Por Jovem Pan
  • 24/10/2020 08h34
EFE /OLIVIER DOULIERYA eleição norte-americana para a escolha no novo presidente acontece no dia 03 de novembro

Há poucos dias da data para a escolha do novo presidente dos Estados Unidos, a diferença entre os candidatos Joe Biden e Donald Trump parece ter diminuído, o que deve acirrar ainda mais a disputa eleitoral no país. Na avaliação do professor de Relações Internacionais da FMU, Manuel Furriela, o último debate entre os candidatos, realizado na quinta-feira, 22, foi positivo para que o atual presidente recuperasse parte do eleitorado e, com isso, diminuísse as vantagens do democrata. No entanto, para o professor, isso também não garante a vitória republicana e traz mais incertezas sobre o resultado. “Sabíamos que Trump havia perdido seus eleitorados mais conservados, que foram principalmente os responsáveis pela sua eleição, mas ele conseguiu recuperar. No último debate, Trump teve uma vantagem, mas não muito expressiva. Ele conseguiu se comunicar bem, houve um pequeno favoritismo e isso deve espelhar nos resultados. O que não há como saber é até que ponto há uma vantagem de Joe Biden para ser eleito. Há uma incerteza sobre quem sairá vencedor.”

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, neste sábado, 24, o professor explica que por ter um sistema eleitoral complexo e indireto, é difícil garantir que um candidato tenha vantagem real no pleito norte-americano. “A indicação [de vantagem] é uma tendência e não uma determinação. Na eleição passada as pesquisas indicavam favoritismo de Hillary Clinton. Não necessariamente o que vemos nas pesquisar vai acontecer, justamente pela complexidade do sistema eleitoral americano”, avalia. Manuel Furriela lembra que as regras eleitorais são estadualizadas, ou seja, são diferentes de um estado para o outro, o que torna a eleição ainda mais completa. Além disso, o voto é facultativo nos Estados Unidos e o avanço da pandemia no país deve diminuir a participação popular. “Todas essas peculiaridades faz com que tenha uma grande incerteza dessa eleição em si. Quando havia uma franca vantagem do Biden poderia ter uma margem de certeza da sua eleição, mas a margem foi demitindo e os efeitos peculiares do sistema deixam uma incerteza. Pelo coronavírus tende a diminuir no comparecimento às urnas, tanto é que ambos os candidatos têm feito campanhas e alguns veículos de mídia também, para que o eleitor compareça”, finaliza. A eleição norte-americana para a escolha no novo presidente acontece no dia 03 de novembro.