“Denúncia contra Temer não tem a mínima chance de prosperar”, diz aliado

  • Por Jovem Pan
  • 15/06/2017 07h58 - Atualizado em 29/06/2017 00h25
Carlos Marun - Agencia Camara

O presidente da Comissão da reforma da Previdência Carlos Marun defendeu a necessidade de se deixar o que ele chamou de pseudo crise para trás e retomar as negociações para a aprovação da reforma.

Depois de encontro com o presidente Michel Temer, Marun disse acreditar ser possível votar a proposta em primeiro e segundo turno na Câmara ainda antes do recesso parlamentar de julho. São necessários 308 votos para aprovar a reforma.

O deputado admite que o governo deve ter hoje em torno de 260, 270 votos. Ele conta com o apoio em peso do PSDB e inclusive disse acreditar que o compromisso dos tucanos com as reformas vai além do compromisso com o governo.

“A minha visão é de que não perdemos votos. Perdemos de três a quatro votos. Perdemos tempo e um ambiente que era positivo para a conquisto dos votos que ainda faltam”, afirmou o aliado de Temer.

Por isso Marun defende que na semana que vem a base aliada volte a discutir a proposta e volte a fazer avaliações sobre o número de votos já garantidos. Hoje ele disse ser difícil fazer essa estimativa, mas ressaltou que assim que a reforma for pautada, esse levantamento fica mais fácil.

Marun defendeu ainda que não se pode paralisar todos os trabalhos no Congresso à espera de uma denúncia que ainda deve ser apresentada pelo Ministério Público contra o presidente da República.

“Existe a mais absoluta convicção de que esta denúncia não será considerada pelo Parlamento. As bases são frágeis, as provas são pífias e as circunstâncias de sua obtenção são controversas. Então é uma denúncia que não tem a mínima chance de prosperar. Então não podemos perder tempo com isso. Quando ela chegar devemos simplesmente recusá-la”, disse Carlos Marun.

Com ou sem denúncia, a expectativa é que na semana que vem o presidente embarque para Rússia. Houve uma discussão sobre a possibilidade da viagem ser cancelada, mas o governo avaliou que não haveria motivos par ao presidente não viajar.

Reportagem de Luciana Verdolin, de Brasília. Ouça AQUI.