Governistas priorizam reforma política e avisam Temer que não há como votar a da Previdência

  • Por Jovem Pan
  • 10/08/2017 06h27 - Atualizado em 10/08/2017 11h20
BRA100. BRASILIA (BRASIL), 12/04/2017 - Vista general de la Cámara de Diputados vacía hoy, miércoles 12 abril de 2017, en Brasilia (Brasil). Las investigaciones autorizadas por supuesta corrupción contra ocho ministros y decenas de legisladores de 14 partidos abrieron hoy otra fase de la aguda crisis política brasileña y dejaron contra la pared al Gobierno de Michel Temer. Además de ocho ministros y decenas de parlamentarios, en la lista de sospechosos están 12 de los 27 gobernadores del país y los cinco expresidentes brasileños vivos: José Sarney (1985-1990), Fernando Collor de Mello (1990-1992), Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) y Dilma Rousseff (2011-2016). EFE/Joédson Alves EFE/Joédson Alves A reforma política ganha a prioridade total e será votada ainda neste mês na Câmara

Enquanto até líderes governistas na Câmara dizem a Michel Temer que não há como votar a reforma da Previdência, a reforma política ganha a prioridade total e será votada ainda neste mês na Câmara.

Um debate rápido, e o acordo vai garantir a votação de pelo menos parte do projeto. Todos os partidos estão interessados no financiamento de campanha eleitoral. Um fundo nacional, com dinheiro público, será criado para financiar a política.

O voto distrital e, aí, a estratégia dos partidos muda radicalmente. Serão poucos candidatos e só os que realmente tenham chances de vitória seriam financiados.

O projeto prevê ainda o fim do vice e os presidentes da Câmara e do Senado ganhariam benefícios, hoje exclusivos do presidente da República. Como todos os partidos estão interessados, é possível que o projeto de reforma política seja aprovado neste mês na Câmara e em setembro no Senado.

*Informações do repórter José Maria Trindade