Nenhuma obra do Minha Casa, Minha Vida está parada por falta de recursos do FGTS, diz presidente da Caixa

  • Por Jovem Pan
  • 26/08/2019 09h58 - Atualizado em 26/08/2019 10h47
Fátima Meira/Estadão ConteúdoGuimarães explicou que restrições estão vindo de outro lugar

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou, nesta segunda-feira (26), que os atrasos nos repasses e construções do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) não têm relação com a quantidade de recursos disponíveis no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Em entrevista ao Jornal da Manhã, ele disse que não existem, atualmente, obras paradas por falta de financiamento do FGTS.

“A Caixa não decide o financiamento e não decide a operacionalização do Minha Casa, Minha Vida. Isso é com o MDR [Ministério do Desenvolvimento Regional]. Se as obras serão iniciadas ou não, isso vem do Ministério da Economia e do Orçamento Geral da União [OGU]. Independentemente se tem dinheiro ou não no FGTS, os atrasos não têm nada a ver com a Caixa. Tem dinheiro no FGTS, mas há outras restrições, seja de financiamento ou do OGU”, disse.

“Não ha nenhuma obra, hoje, que não esteja sendo operacionalizada por falta de financiamento via FGTS”, ressaltou. Para os imóveis da faixa 1 do MCMV, que  atende famílias com renda de até R$ 1.800, 90% do imóvel é financiado com recursos do OGU. Já nas faixas 1,5 e 2, para famílias com renda entre R$ 1.800 e R$ 4 mil, 90% do subsídio vem de recursos do FGTS e 10%, do OGU

Fianciamentos

Sobre a nova modalidade de financiamento de crédito habitacional do banco, que poderá ser feito, além de por Taxa Referencial (TR), com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ou seja, pela inflação oficial, Guimarães disse que a ideia é dar uma alternativa À população. “A tentativa do IPCA é para ter uma alternativa aos poupadores, clientes, que podem tomar dinheiro tanto pelo TR quanto pelo IPCA, à escolha deles. A taxa vai depender do grau de relacionamento do cliente com a Caixa, do risco de crédito… Servidores público, por exemplo, tem emprego garantido, então tem risco menor.”

Segundo o presidente do banco, dificilmente os salários não são ajustados anualmente pela inflação, o que vai facilitar a aquisição de crédito. “Uma coisa que as pessoas não estão falando é que, no Brasil, é muito difícil que os salários não aumentem todo ano como proporção ao próprio IPCA. Logo, se tem aumento do IPCA, naturalmente vai ter aumento do salário. Vi poucas vezes o salário ão aumentar com a linha da inflação”, afirmou.