Um bom gestor tem que fazer opções, explica Doria Jr. sobre privatizações de Pacaembu e Interlagos

  • Por Jovem Pan
  • 08/01/2016 10h37
João Dória Júnior

Em entrevista ao Jornal da Manhã desta sexta-feita (08), o pré-candidato à prefeitura de São Paulo pelo PSDB, João Doria Jr., afirmou ser “totalmente a favor” da privatização de equipamentos públicos como o Pacaembu, o Autódromo de Interlagos e o Anhembi. Para ele, o serviço público não precisa ser inchado para ser eficiente: “Sou a favor de um Estado mais enxuto”, explica.

Questionado sobre o impacto que essas privatizações teriam nos entornos dos locais, como no caso do Pacaembu que poderia ser alugado para shows ou cultos, Doria garante que suas finalidades não serão alteradas. “Ao estabelecer o processo licitatório, vamos estabelecer também as limitações de uso, para que não haja nenhuma atividade que pertube uma região residencial, como é o entorno do Pacaembu”, explica. 

O empresário afirma que esses locais custam muito dinheiro aos cofres do município. Privatizados, eles continuariam com suas funções, mas sem que o Estado tenha que fazer investimentos. “Qual a razão para a cidade de São Paulo e os contribuintes pagarem do seu imposto o dinheiro para colocar a Fórmula 1 aqui”, indaga. “O setor privado pode fazer esse investimento e não o município”.

Para legitimar as privativações, Doria Jr. explica que, na sua visão, um bom gestor deve fazer opções. “Nós temos um problema gravíssimo de saúde e educação. Os recursos advindos dessas privatizações vão integralmente para saúde e educação”, explica.  “Eu não quero vir para fazer o mesmo. Eu não quero ser o Haddad do PSDB para ser criticado depois de dois anos por uma série de bobagens”, finaliza. 

Segundo Doria, a atual gestão, por exemplo, teve muitas dificuldades em atender todas as exigências de um evento desse porte. “Pergunta para o Haddad o sofrimento que ele teve nesses três anos de gestão para pagar a F-1. É assim nos Estados Unidos, em boa parte da e Europa e Oriente Médio, os autódromos são privados e não precisam de dinheiro público”, completa.