Bolsonaro sobre futuro trabalhista: “menos direito e emprego ou todos os direitos e desemprego”

  • Por Jovem Pan
  • 05/02/2018 15h33
Jovem PanPara Bolsonaro, "custo Brasil" dificulta na balança comercial e também na contratação de mais funcionários para as empresas

O deputado e pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro afirmou, em entrevista exclusiva à Jovem Pan, que os encargos trabalhistas são responsáveis pela informalidade de cerca de 50 milhões de brasileiros. Para ele, esse “custo Brasil” dificulta na balança comercial e também na contratação de mais funcionários para as empresas.

“O que o empresariado tem dito pra mim, e eu concordo, é o seguinte: o trabalhador vai ter que viver esse dia. Menos direito e emprego ou todos os direitos e desemprego. (…) Por que quando um brasileiro vai para os Estados Unidos e começa a entregar pizza lá não volta mais pra cá? E lá não tem direito nenhum. E ganha quatro, cinco vezes mais do que aqui. (…) Agora, não tem como mexer em direito trabalhista porque está lá no artigo 7 da Constituição”, disse o deputado.

O parlamentar lembrou ainda da matéria da Folha de S. Paulo, que questionou o patrimônio familiar de Bolsonaro. Segundo ele, o jornal pegou os números dele e também do seu filho e juntou ambos. Além disso, citou como exemplo um apartamento que seria do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para justificar o valor dos ses imóveis.

“Eu tenho um laudo aqui do Rodrigo Janot na PGR dizendo que aquelas duas casas minhas na Barra da Tijuca foram adquiridas com o valor existente na época. Não é enriquecimento, não encontrou nenhum indício de ilegalidade ao adquirir aqueles dois imóveis. (…) A Folha não reconhece o parecer do Rodrigo Janot mandando arquivar essa denúncia que eu teria dois apartamentos comprados de forma ilícita”, afirmou.

“Se eu falar que eu tenho um apartamento em um bairro nobre aqui em São Paulo valendo R$ 100 mil, o que tu acha disso? Você ficaria surpreso, não ficaria? Está na declaração de bens do Geraldo Alckmin. Ou seja, quando você compra um imóvel, esse valor não é corrigido. Porque o poder público federal utiliza isso na hora de se vender. Ele ganha naquela diferença, em média 15%, da avaliação patrimonial. Se eu chegar lá, esse valor vai ser corrigido anualmente”, completou Bolsonaro.