Apesar de discussões políticas na web, Zé de Abreu garante ser da paz: "sou brincalhão"

  • Por Jovem Pan
  • 19/02/2016 12h21
Divulgação/Gshow<p>Ator, que interpreta Gibson na trama, participou do programa nesta sexta-feira (19)</p>

Muito engajado em seus ideais políticos, Zé de Abreu frequentemente debate com os seguidores no Twitter, mas, em entrevista ao Morning Show desta sexta (19), se defende: “Ninguém é exatamente aquilo que põe no Twitter ou Facebook quando sabe que é público, aquilo é uma persona. Aquele Zé guerreiro não tem nada a ver comigo, eu sou da paz total, sou brincalhão”.

Mesmo assim, o ator garante nunca ter recebido nenhuma restrição da emissora e dispara: “muita gente me fala que eu me inspirei no Lula para fazer o (personagem) Gibson, óbvio que não, o cara era pobre. Me inspirei no Fernando Henrique Cardoso”.

“A Regra do Jogo”

Com mais de 40 novelas no currículo e diversos trabalhos no cinema, José de Abreu é indiscutivelmente uma referência na dramaturgia e está, mais uma vez, em destaque ao interpretar o empresário Gibson, ‘pai’ de uma facção criminosa, em “A Regra do Jogo”.

“É tão comum isso acontecer no nosso país, mas foi um presente do João Emanuel Carneiro, eu não sabia que teria essa dimensão. Há dois anos, quando ainda estava em ‘Joia Rara’, a Amora Mautner [diretora] me falou que havia dois papeis, um pobre e um rico, e qual eu escolheria. Eu queria o rico, queria ser o Antônio Fagundes, essa coisa e tal, já tinha feito muito pobre”, disse aos risos, em entrevista ao Morning Show nesta sexta-feira (19).

No entanto, a reviravolta na trama, quando o personagem se revelou o grande chefão foi uma surpresa inclusive para ele. “Eu tive uma intuição em uma reunião que teve com o elenco inteiro, quando falaram sobre a facção. Em uma das imagens da apresentação apareceu o Gibson no cantinho, aí eu fiquei com aquilo na cabeça, mas ninguém do elenco sabia. A facção é um sonho pessoal do Gibson, da história dele, de quando sua casa foi assaltada e ninguém moveu uma palha para fazer justiça, daí surgiu a ideia de fazer justiça”, explicou.

E em tom misterioso, adianta o que vem por aí: “A partir do capitulo 162, aquela casa vai virar um inferno, todo mundo vai para lá”.

Briga com Amora Mautner

Em sua quinta produção com Amora, que vira e mexe é citada em rumores de brigas nos bastidores, o ator ressalta o talento da diretora e minimiza as críticas.

“Para mim foi uma coisa muito louca, com 30 anos de Globo você acaba criando vícios de interpretação, atalhos de como fazer certos personagens, tem muita experiência, botou a roupa deu uma olhada no texto e vamos embora. A Amora me tirou completamente essa segurança, ela não chega com nada pronto, nós construímos juntos e eu adoro isso. No começo a gente brigava como gato e cachorro, depois descobrimos que nascemos no mesmo dia e somos muito parecidos. Gosto muito de trabalhar com ela, porque chego lá inseguro e a insegurança é uma arma e tanto a favor do ator”.