Deputados federais do PSL e PT debatem sobre polêmicas da ditadura militar

  • Por Jovem Pan
  • 05/09/2019 12h30
Jovem PanFelipe Barros (PSL) e Carlos Zarattini (PT) foram os convidados do Morning Show nesta quinta-feira (5)

Quase 35 anos depois do fim do regime militar, o Brasil ainda não acertou as contas com o passado. Eventualmente surgem e se renovam narrativas sobre o período, ocorrido entre 1964 a 1985.

Para falar sobre esse e outros assuntos da política, os deputados federais Filipe Barros (PSL) e Carlos Zarattini (PT) foram os convidados desta quinta-feira (5) do Morning Show.

Integrante da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, Barros lembrou que foi nomeado na mesma semana que o presidente Bolsonaro se envolveu numa polêmica com o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz.

“[Na época] falei que preferia não me manifestar num caso pontual porque não tinha os documentos em mãos, não sabia o que a comissão já tinha analisado sobre o caso do pai do presidente da OAB. Estando dentro da comissão, uma das minhas primeiras tarefas foi ver esse caso”, contou.

O deputado do PSL explicou que o Santa Cruz, na década de 90, pediu uma pensão em decorrência da morte do pai na ditadura militar e, após a polêmica deste ano, o presidente da OAB pediu a retificação do atestado de óbito. “Sem dúvida é um direito dele, mas fica a pergunta: por que só agora pediu a retificação?”.

Zarattini rebate dizendo que é um direito dele previsto em lei. “A indenização para as famílias dos mortos, para aqueles que foram presos e tiveram suas vidas interrompidas, elas estão previstas nas lei que vieram depois [da ditadura]. Outra coisa é a retificação, na medida em que se avançou nas investigações e se têm novas informações, se pede a retificação da certidão de óbito.”

“A questão é outra: na verdade, Bolsonaro colocou algo que nunca foi colocado por nenhum grupo da chamada luta armada, que houve justiçamento do pai dele, nunca foi falado isso, se levantou essa suspeita. Bolsonaro joga isso no ar se nenhum respaldo em nas investigações que foram feitas. Ao contrário, as informações que se têm [indicam] que ele foi assassinado dentro de uma instalação militar”, disse o deputado petista.